Vivo investe em franquia para expandir rede de fibra ótica no Brasil

 O FTTH (fiber to the home) é tão estratégico para a Vivo que a companhia anunciou nesta segunda-feira, 04/11, em teleconferência de resultados, dois modelos para a expansão da cobertura de fibra ótica até a residência. O primeiro passa por uma parceria com a gestora de infraestrutura American Tower, que entra com os investimentos no ativo fibra e a Vivo entra com a oferta comercial e os equipamentos disponibilizados na casa do cliente.

Acordo é estratégico especialmente em Minas Gerais, onde a American Tower adquiriu os ativos da Cemig Telecom e poderá chegar a 800 mil home passed em 40 cidades do estado mineiro. Vale lembrar que a Vero, empresa de Internet, é hoje a maior detentora de infraestrutura ótica em Minas Gerais, superando Vivo e Oi. “Seremos capazes de fazer o deployment de fibra com menos impacto no capex e menor time to market”, observou o presidente da Vivo, Christian Gebara. O executivo explicou ainda que o “plano fornecerá uma proteção da forte posição móvel em Minas Gerais através da convergência”.

O segundo modelo prevê o franqueamento da expansão FTTH. Como franqueadora, a Vivo oferece todo o conhecimento técnico na implementação de uma rede de fibra, e experiência na comercialização de seus produtos e serviços. O franqueado passa a utilizar toda capacidade técnica da empresa, bem como a força da marca e qualidade da Vivo Fibra (banda larga de ultravelocidade). Esse novo modelo de negócio chega ao mercado como Terra conectado por Vivo Fibra. A escolha pelo Terra para liderar essa expansão, se deu pelo poder e relação que a marca tem com internet e tecnologia há mais de vinte anos.

O projeto foca em cidades de 20 mil a 50 mil habitantes, e também municípios ou bairros periféricos de grandes centros urbanos. Com a iniciativa, a Vivo pode somar mais de 1 milhão de domicílios cobertos com fibra, pelos franqueados, aos 15 milhões já previstos pela expansão própria da companhia, até o final de 2021. Atualmente, a Vivo segue com cerca de 10 milhões de domicílios cobertos, em 154 cidades espalhadas em todo país.

A Telefônica, além da marca Terra conectado por Vivo Fibra, oferecerá aos franqueados uma série de processos ágeis, treinamentos gerenciais e técnicos, acesso a fornecedores habilitados com preços diferenciados, call center central único, topologia de rede garantindo estabilidade e escalabilidade, saída de Internet (circuitos IP e ponto de conexão com a rede da Telefônica para acesso à Internet), e 115 mil kms de backbone nacional. O franqueado será responsável pelo desenvolvimento de toda infraestrutura de rede necessária, bem como a gestão da operação, incluindo vendas, atendimento e instalação. A rede de fibra ótica da Vivo está presente em 154 cidades do País.

Para se tornar um franqueado, o investidor passará por algumas etapas normais de um processo de franchising, como envio de propostas, simulações financeiras, testes de aptidão, etc, e investimento mínimo de R$ 2,5 milhões, com payback estimado em 4 anos, com Taxa Interna de Retorno de aproximadamente de 30%, e contrato de 120 meses renováveis. Para mais detalhes e inscrição, o investidor deve acessar: http://www.terrafibra.com.br/seja-um-franqueado/

A expansão com este novo modelo de negócio terá início em 20 de novembro, na cidade Águas Lindas de Goiás, no interior do estado de Goiás, com cerca de 80% de cobertura do município. A expansão continua no início do próximo ano, com mais duas cidades no Centro-Oeste, além de um cronograma de expansão que prevê cerca de 500 localidades para os próximos três anos.

*Com press release da Vivo

Fonte: Convergência Digital

Divergências sobre bens reversíveis pesam na decisão de migrar concessões

As mudanças legais no mercado de telecomunicações com a Lei 13.879/19 são motivo de festejo pelas operadoras que atuam no Brasil, mas ainda existem indefinições que afetam a decisão de mudar os atuais contratos de concessão de telefonia para termos de autorizações em regime privado. Como destacaram as próprias empresas durante debate sobre a nova lei no Futurecom 2019, os prazos e especialmente os bens reversíveis ainda são pedras no caminho.

“A lei está aprovada, mas há visão distintas entre o TCU e a agência reguladora que afetam diretamente o cálculo da migração. A questão do bem reversível vai ter que ser enfrentada. Ministério, Anatel e Tribunal de Contas da União têm que ter alinhamento para que os investidores sintam segurança para continuar a investir bilhões no Brasil”, afirmou a diretora jurídica da Claro, Isabela Cahú.

O centro da crítica é o mais recente Acórdão do TCU (2.142/19) que, na verdade, reafirma decisão anterior de um processo aberto ainda em 2014 ao julgar um recurso da Anatel. O TCU entende que deve prevalecer o que se convencionou chamar de ‘visão patrimonialista’, ou seja, que todos os bens da concessionária devem retornar à União.

“Esse último Acórdão do TCU nos assustou. Mas o TCU é um órgão de controle vinculado ao Legislativo, não é superior ao Legislativo. O TCU não pode dizer que é diferente do que o legislador quis”, afirmou a vice- presidente de Assuntos Corporativos da Telefônica, Camilla Tápias.

As empresas também se mostram um pouco apreensivas com os prazos indicados pela Anatel para a migração. Como explicou o chefe de gabinete da presidência da agência, Ronaldo Moura, “o cronograma desenhado nessa proposta é de 12 meses, em que a gente teria a expedição do novo PGO com janela de seis meses para a regulamentação, e uma janela de seis meses para que as concessionárias declarem sua vontade em migrar. Daí os 12 meses para a migração a contar de um novo decreto.”

O “senso de urgência” indicado pelo regulador tem apoio das empresas diante da alegoria do “gelo derretendo” para os valores envolvidos. Mas também preocupa. “A Claro está esperando os regulamentos necessários para tomar decisão, mas tem grande preocupação com segurança jurídica. Seis meses para a gente tomar uma decisão com tantas variáveis incertas, inclusive no alinhamento de Estado, é prematuro”, afirmou Isabela Cahú.

Afinal, como lembrou a diretora regulatória da Oi, Adriana Costa, há muito trabalho pela frente. “Tivemos um grande marco com a lei aprovada, mas nosso desafio mais pesado tecnicamente começa agora. O primeiro desafio é o timing, a gente tem preocupação muito grande em não deixar que isso se arraste mais tempo, afinal estamos chegando ao final da concessão e o gelo derretendo é uma verdade absoluta. Mas tem uma agenda regulatória pesada, com desafios muito detalhados e o desafio de equilíbrio das contas para realmente chegarmos na migração.”

Fonte: Convergência Digital

Governo exige garantias bancárias das teles para investimentos pós concessão

Na regulamentação do novo marco legal das telecomunicações, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) vai exigir garantias bancárias para os compromissos de investimentos a serem firmados com a transformação dos contratos de concessão em autorizações de serviço.

“Temos o desafio de fazer o decreto que implemente de verdade esse novo marco regulatório, assegurando a competição adequada, compromissos de investimentos e garantias que esses compromissos serão executados. Não nos interessa garantir multas, que não resultam em nada e ficam 20 anos sendo discutidas na Justiça. Portanto, é importante que as empresas deem garantia real bancária”, afirmou o secretário-executivo do MCTIC, Julio Semeghini.

Ao adiantar os próximos passos de políticas para o setor durante o Futurecom nesta terça, 29/10, Semeghini também explicou que o decreto trará prazos para agilizar a decisão das concessionárias “para que o mais rápido possível as empresas possam decidir se querem migrar ou não”. Otimista com esse movimento, ele revela ouvir do setor números animadores. “Os presidentes de algumas empresas estão falando em dobrar os investimentos nos próximos anos.”

O tamanho desses investimentos é questão central, reconhece. E é nesse ponto que entram os bens reversíveis. Pelo que indicou, a posição do governo se alinha com o que o mercado chama de ‘visão funcional’ desse patrimônio. “Os bens reversíveis devem ser avaliados como um todo, no que geram de oportunidade. Ninguém compra uma empresa pelo numero de computadores que ela tem, mas pela capacidade de atuar”, afirmou.

De acordo com o secretário-executivo do MCTIC, a publicação do decreto também deve destravar outras agendas relevantes, particularmente no campo regulatório. “É importante avançar em novos projetos que precisam ser apresentados rapidamente ao Congresso. Um deles é o da Lei do Fust. Mas também os da regulamentação da Lei das Antenas e uma política para datacenters, que estão praticamente prontos para serem encaminhados ao Congresso. Ainda não fizemos porque não queríamos comprometer o andamento no Senado.”

Fonte: Convergência Digital

MCTIC: Telecom vai investir R$ 100 bilhões em quatro anos com nova lei

A revisão do marco legal das telecomunicações promete destravar valores importantes de investimentos nos próximos anos. Como destacou o secretário-executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Julio Semeghini, ao participar nesta segunda-feira, 28/10, da cerimônia de abertura do Futurecom 2019, o setor esperava há anos por um ambiente mais adequado. “Este momento chegou”, disse. “Historicamente, temos investido R$ 15 bilhões por ano no setor. Mas queremos superar os R$ 100 bilhões nos próximos quatro anos, o que mostra como as empresas esperavam por isso”, acrescentou Semeghini.

Segundo ele, o governo já tem pronta uma minuta do decreto presidencial que vai regulamentar a nova lei 13.879/19, mas os termos serão discutidos com o mercado. “Já temos um decreto preparado, mas queremos debater com o setor. Sabemos da migração das concessões, mas no decreto tem de vir a garantia da competição, a garantia dos investimentos e acima de tudo a diminuição das grandes diferenças que ainda existem no Brasil”, completou Semeghini.

Como ressaltou o vice-presidente da Anatel, Emmanoel Campelo, a nova legislação sublinha a grande importância do momento atual e chega na véspera de mais um passo importante para as telecomunicações no País, com a implantação do 5G.

“O momento atual é com certeza um dos mais decisivos em termos de transformação digital para o País, um tempo único que só encontra paralelo na desestatização da segunda metade dos anos 1990. Estamos simultaneamente deixando definitivamente o passado, com o encerramento das concessões de telefonia fixa, e pavimentando o futuro com o edital das faixas de frequências que darão suporte ao 5G.”

Para a senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), que foi a última relatora no Congresso do projeto que se tornou o novo marco legal, a lei 13.879/19 “representa um passo decisivo para promover a estabilização estrutural  e estimular investimentos nesse setor estratégico”.

“A lei anterior estava defasada. Era mais empecilho que estímulo. O novo marco, criando novas formas de enquadrar as concessionárias, vai liberar as empresas de investir em tecnologias e infraestruturas ultrapassadas, promovendo novos investimentos em áreas que farão a diferença. A expectativa do MCTIC é que essa atualização libere cerca de R$ 25 bilhões para novos investimentos em banda larga”, completou a senadora.

Vale do Silício em São Paulo

Também presente à cerimônia de abertura do Futurecom, o governador de São Paulo, João Dória, falou sobre a inaguração do CITI – Centro Internacional de Tecnologia e Inovação no espaço onde funciona o IPT, na USP. O projeto ganha ‘cara nova’ e novos investidores e entrará em atividade no primeiro trimestre de 2020. “Todo dinheiro será privado. O governo entra apenas com a cessão da área pública para termos um Vale do Silício em São Paulo”, contou.

Dória também reforçou que a tecnologia jamais vai substituir a sensibilidade humana. “Tecnologia, inovação e ciência estão associadas ao homem. São as pessoas que fazem a tecnologia e não o contrário”, pontuou o governador de São Paulo. A cerimônia de abertura do Futurecom 2019 contou ainda com a presença de executivos das operadoras e de fornecedores do setor de telecomunicações.

Fonte: Convergência Digital

 

Fórum da TV Digital aprova padrões de transmissão HD

O Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital aprovou esta semana a inclusão do HLG e do SL-HDR-1 como padrões de HDR para a transmissão de conteúdos na TV digital aberta. A decisão vem para aprimorar a experiência do usuário por meio do aumento da escala de contraste, volume e intensidade de cores. Tanto o HLG quanto o SL-HDR1 serão opcionais para os fabricantes de televisores e ambos são retrocompatíveis, ou seja, o televisor funcionará perfeitamente mesmo que não possua este recurso.

A partir dessa decisão, o Fórum SBTVD produzirá o texto que será anexado às normas da ABNT para, assim, entrar na escala de produção dos fabricantes interessados. “As telas HDR têm se popularizado cada vez mais no mercado nacional. Em poucos anos, grande parte da população terá acesso à tecnologia por meio da TV digital aberta”, afirma Leonardo Chaves, coordenador do Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD).

O HLG e o SL-HDR1 passarão a compor o sistema nacional para trazer ao telespectador uma experiência ainda mais realista a partir da tela da TV aberta. A ideia é transmitir imagens tão próximas da realidade que o usuário se sinta dentro do cenário da programação. “É como se o telespectador abrisse uma janela. A programação terá cores e contrastes muito similares aos do mundo real”, detalha o coordenador do Fórum SBTVD.

O Fórum SBTBD reúne emissoras de TV, fabricantes de equipamentos de recepção, transmissão e indústrias de software, bem como representantes do Governo Federal e entidades de ensino e pesquisa.

Fonte: Convergência Digital

Anatel: Tirando Oi, Telefônica, Claro, TIM e Sky todas as demais são pequenas prestadoras

O Conselho Diretor da Anatel aprovou nesta quinta. 17/10, a ratificação da mudança no critério usado pela agência para definir quem são os prestadores de pequeno porte, grupo de empresas que fica isento de uma série de obrigações regulatórias.

“Esse ato determina o grupo das prestadoras de pequeno porte que deve usufruir de importante desoneração de carga regulatória. A revisão do PGMC contemplou a unificação do conceito de PPP no sentido de lançar mão de assimetrias regulatórias para promover a competição dos mercados de varejo, medida importante diante de um mercado regulado marcado pela heterogeneidade entre empresas, a começar pelo porte”, destacou o conselheiro Moisés Moreira.

Até o ano passado, a agência adotava como critério de ‘pequeno’ ter até 50 mil acessos em serviços. A nova conceituação adotada eleva para 5% de cada mercado. Na prática, portanto, entre os provedores de conexão à internet, ou Serviço de Comunicação Multimídia no linguajar do regulador, a linha de corte passa para 1,5 milhão de clientes, uma vez que é um mercado com cerca de 30 milhões de acessos ativos.  “Com base no critério de participação inferior a 5% em cada mercado, a exceção de Oi, Claro, TIM, Sky/AT&T e Telefônica, todas as demais são consideradas PPP”, lembrou Moreira.

Aos pequenos são dispensadas várias obrigações regulatórias, como o custeio da medição de indicadores de qualidade, a oferta de call center 24 horas por dia, ou mesmo manter a instalação de lojas físicas para atendimento presencial. A transferência de controle dessas empresas também é restrita a anuência da superintendência de competição, sem necessidade de aprovação pelo Conselho Diretor.

Fonte: Convergência Digital

Anatel simplifica e zera custo para homologar produtos de Telecom

A Anatel aprovou nesta quinta, 17/10, um novo regulamento de avaliação da conformidade e de homologação de produtos para telecomunicações. E além e adotar um sistema simplificado, a certificação passa a ser gratuita para todos os produtos homologados pela agência.

Como explicou o presidente da Anatel, Leonardo Morais, ao apresentar uma complementação ao voto do relator Aníbal Diniz, a nova metodologia, agora aprovada, substitui as três categorias de produtos atuais por nova sistemática de avaliação.

“Vamos substituir um sistema anacrônico, que existe em normas desde 2000 e 2002, por regras mais céleres e customizadas por família ou conjunto de produtos para telecomunicações”, afirmou Morais ao apresentar o voto aprovado por maioria.

“O novo procedimento é mais célere e versátil, e o certificado de homologação passa a ser gratuito. A isenção da taxa é imediata e vale para todos os produtos homologados pela Anatel – inclusive radioamadores, drones e produtos importados para uso do próprio usuário”, completou o presidente da Anatel.

Até o novo regulamento, a Anatel cobrava taxas de R$ 200, no caso, por exemplo, de produtos importados para uso próprio, ou R$ 500 se a homologação for para fins comerciais.

Fonte: Convergência Digital

Consumidores reclamam de proposta da Anatel que reduz conselho de usuários

Notas do Idec e da Coalizão Direitos na Rede divulgadas nesta sexta, 11/10, reclamam da proposta apresentada pela Anatel de revisão do regulamento do Conselho de Usuários de Serviços de Telecomunicações, ou Cdust, que prevê apenas uma instância nacional por grande operadora, reduzindo das 30 regionais atuais para apenas seis.

Apontam ainda as entidades que a agência suspendeu as eleições realizadas há um mês. “É grave a suspensão unilateral das eleições realizadas em setembro para a renovação dos conselhos, que contou com a participação recorde de 2.487 candidaturas e 288.797 votos. Caso a suspensão seja mantida, os conselhos podem ficar totalmente inativos em janeiro de 2020, quando termina o mandato dos atuais membros.”

Os conselhos de usuários existem apenas para as maiores operadoras em telefonia fixa e móvel, internet e tv paga, ou seja Algar, Claro/NET, Nextel, Oi, Sercomtel, Sky, Telefônica/Vivo e TIM. A proposta da Anatel de revisão do Cdust está consulta pública até 21/11.

Para as entidades, “restringir os espaços nos quais as demandas de consumidores podem ser efetivamente absorvidas, inclusive sob a perspectiva regional, reduz a capacidade de diálogo direto entre consumidores e empresas e tende a trazer prejuízos práticos que poderão ser sentidos pelos usuários a médio prazo.”

Fonte: Convergência Digital

Fibra óptica dispara e já atende 25% da banda larga no Brasil

O acesso à internet no Brasil cresce diretamente associado à expansão das redes de fibra óptica, cujo avanço responde com folga por todo o crescimento da conectividade e pela gradativa substituição do cobre. Segundo os dados mais recentes da Anatel, em agosto a fibra já respondia por 25,9% dos acessos fixos à internet, somando 8,4 milhões das 32,5 milhões de conexões no país.

O ritmo é forte. Um ano antes, as conexões de fibra eram 15%, terminaram 2018 respondendo por 18% e agora são mais de um quarto do total. Não por menos, o crescimento do número de conexões com fibra foi de 2,7 milhões entre janeiro e agosto – para uma adição líquida total de apenas 1,2 milhão. A diferença é quase toda explicada pela redução no número de acessos xDSL, que eram 41% do total há 12 meses e encerraram agosto em 32%.

A infraestrutura ajuda a explicar também os aumentos na velocidade média das conexões. Os dados mais recentes indicam que as velocidades acima de 34 Mbps estão se tornando regra. Elas eram 26% do total quando 2019 começou, mas passaram os acessos de 2 a 12 Mbps, que eram então 31% do total. Agora, planos acima de 34 Mbps estão em 35% dos acessos, enquanto caíram para 27%.

Os dados também apontam que esse movimento todo é puxado pelos provedores de pequeno porte – assim consideradas as empresas com menos de 5% do mercado total. Juntos, os pequenos passaram a responder por 25% de todas as conexões fixas à internet no Brasil, segundo os números de agosto, contra os 20% que tinham no fim de 2018.

Os pequenos parecem estar avançando sobre parte do mercado das grandes. Enquanto a participação desse grupo subiu 5 pontos percentuais nos oito primeiros meses do ano, a Oi recuou de 19,1% para 17,4%, a Vivo de 24,2% para 22,4% e até a Claro/Net, líder isolada, chegou ao fim de agosto com fatia levemente menor que janeiro, de 29,9% para 29,3%.

Fonte: Convergência Digital

Governo está bem atrasado com a adoção do IPv.6

O Brasil tem, atualmente, perto dos 30% dos seus usuários Internet utilizando IPv6. A medição é feita analisando com um provedor de conteúdo a porcentagem de requisições para o site web feita usando o protocolo IPv6. No site do IPv6.br, usando os dados do APNIC, o porcentual é de 32%. O Google enxerga um pouco menos de usuários brasileiros com IPv6: 28,33% no Brasil, alinhado com a média global de 28,91%. E a Akamai aponta 30,9% dos usuários brasileiros com IPv6, mostrando o país como o 13º no ranking de adoção do protocolo, atrás de países como Estados Unidos, Índia, Japão e Alemanha e à frente de Reino Unido, França, Canadá, China e México.

“Olhando esses dados mais globais, podemos concluir que a implantação do IPv6 no país está em linha com os demais países. Estamos na média”, pontua Antonio M. Moreiras, gerente de projetos e desenvolvimento no NIC.br. Na análise comparativa entre as grandes telcos e os provedores regionais, Moreiras atesta que há uma adoção muito grande por parte das grandes operadoras, exceto poucas exceções como Claro celular e Algar. Já com relação às empresas de internet, a variação é maior. “Há empresas com uma porcentagem de adoção elevada e outras zeradas. De forma geral, arrisco dizer que os provedores regionais estão defasados em relação às grandes telcos, mesmo os provedores regionais maiores”, diz.

Moreiras diz não saber o motivo pelo qual os ISPs demoram a implantar IPv6. “Muitos estão crescendo, instalando novos equipamentos e perdem uma oportunidade enorme para escolher equipamentos compatíveis e fazer a implantação a custo quase zero. Ainda não se conscientizaram de que o IPv6 é a melhor opção, tanto tecnicamente, quanto economicamente, a médio e longo prazos e que sem ele correm o risco de estar fora do mercado em alguns anos”, diz.

Com relação à adoção nos fornecedores de conteúdo ao IPv6, os principais responsáveis pelo maior volume de tráfego — como Google, Netflix e Facebook — estão preparados há anos, mas a adoção ainda é baixa em sites dos governos e de serviços públicos em geral, sites de comércio eletrônico e sites de bancos. “Há avanços lentos, principalmente, nos sites de comércio e bancos.”

Moreiras alerta que aparelhos como videogames e TVs inteligentes (smart TVs) são os grandes vilões, já que poucos suportam IPv6, diferentemente de computadores e smartphones. Há também problemas com diversos modelos de roteadores Wi-Fi e alguns modelos de câmeras de segurança e outros dispositivos conectados.

Fonte: Convergência Digital