Brasil está entre os quatro maiores do mundo em troca de tráfego na internet

O Brasil está nas 50 maiores rotas de internet e tem o maior Internet
Exchange do mundo em número de participantes. O IX.br teve um crescimento de
tráfego de 79% em 2017 e aumento de 27% de participantes em 2017. Em palestra
na Convenção Abranet 2018, que acontece na Bahia, Milton Kaoru Kashiwakura, do
NIC.br, destacou que o País também é número um da América Latina em troca de
tráfego internet e está entre os quatro maiores do mundo, tendo tido pico de
3,5 Tbit/s e média de 2,4 Tbit/s.
“Estamos galgando posições, hoje com pico de 3,5 3,5
Tbit/s. Se dobrarmos a capacidade seremos o número um do mundo”, disse.
Kashiwakura acredita no crescimento, uma vez que espera que companhia com alta
geração de tráfego, como a Apple, entre como participantes. “Estamos
esperando que a Apple chegue algum dia aqui e o tráfego dela em outros países é
razoável. A entrada de grandes participantes pode aumentar a quantidade de
tráfego”, explicou. O crescimento do IX.br também virá do aumento de
participação dos sistemas autônomos (AS, na sigla em inglês). Atualmente, 76%
dos maiores AS estão presentes.
Na comparação mundial, o valor cobrado no Brasil ainda está
mais caro que países europeus. Mostrando uma análise da Telegeography,
Kashiwakura apontou que, enquanto o preço médio praticado em São Paulo está em
US$ 6 o mega para porta de 10 gigabits, em Amsterdam o preço é de US$ 0,54 e em
Frankfurt de US$ 0,62. 
Na palestra, Kashiwakura também revelou que não haverá
congelamento durante todo o período da Copa do Mundo, como ocorreu em 2014,
quando o NIC.br congelou pedidos de novos ingressantes e de aumento de
capacidade desde 30 dias antes da primeira partida da Copa e foi até o fim do
evento. Neste ano, o congelamento ocorrerá apenas nos dias nos quais o Brasil
jogar. “Vimos que a nossa infraestrutura funciona bem durante todo o ano e
não há sentido fazer o congelamento durante toda a Copa”, disse.
Outro tema abordado foi a pouca quantidade de sistemas
autônomos na região da América Latina. São 7.942 AS, somente atrás da África e
bastante longe do total 37.985 da região europeia. Na AL, o Brasil domina,
tendo 5.628 AS — a Argentina tem 855 e o México tem 371.  

Fonte: Convergência Digital

Wi-Fi público: Recife em primeiro lugar. São Paulo, Rio e BSB nas últimas colocações

Recife supera São Paulo, Rio e Belo
Horizonte e desponta como a primeira colocada em ranking das melhores conexões
Wi-Fi públicas no País. O estudo foi feito pelo aplicativo Instabridge,
considerado a maior comunidade de compartilhamento de WiFi público no mundo. O
estudo se baseou em cerca de 1 milhão de pontos de internet móvel públicos no
Brasil compartilhados por seus usuários para identificar as áreas
metropolitanas com as melhores conexões de internet móvel disponíveis para
acesso e utilização dos seus 11,5 milhões de usuários somente no Brasil – no
mundo, o Instabridge soma mais de 19,5 milhões de downloads.
Entre as áreas metropolitanas
mapeadas, a capital pernambucana ficou com o primeiro lugar do ranking com
41,31% do total de redes disponíveis na região (20 mil) com maior probabilidade
de conexão pelo usuário. A classificação do ranking Instabridge leva em
consideração a estabilidade da internet, a quantidade de vezes em que o ponto
WiFi foi utilizado desde seu compartilhamento por um usuário no aplicativo,
atualizações recentes da conexão pela comunidade, entre outros fatores.
Em seguida, ainda entre as cinco
primeiras posições estão Campinas (38.40%), Fortaleza (38.22%), Curitiba
(38.08%) e Salvador (36.54%). Já as três maiores capitais brasileiras por
população, São Paulo, Rio de Janeiro, e Brasília estão nas últimas colocações
no top 10 de redes WiFi públicas do Instabridge com probabilidade de conexão e
navegação pelo usuário: apenas 33.27%; 33.71%; e 34.03%; respectivamente, do
total de pontos WiFi no aplicativo oferecem, de fato, uma boa conexão para o
usuário. Em relação ao número de redes WiFi cadastradas no Instabridge, São
Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte têm as áreas metropolitanas com a maior
soma de pontos WiFi: 115 mil, 74 mil, 25 mil, respectivamente
O Brasil é o quarto país com maior
número absoluto de usuários de Internet, ficando atrás de Estados Unidos, Índia
e China, segundo relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e
Desenvolvimento (UNCTAD) do ano passado. Entre os usuários da Internet com 10
anos ou mais de idade, 94,6% se conectaram via celular, segundo a Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua 2016, especificamente para
acesso a TV, celular e internet, do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE). Somado a isso, 94% usaram a internet para trocar mensagem
(de texto, voz ou imagens).
“Os brasileiros estão usando a
internet como uma forma de comunicação alternativa, por isso, a demanda por
boas conexões também aumenta. Nossa missão não é apenas trazer internet para
todos, mas também oferecer o acesso à internet de qualidade. A rede encurta
distâncias, fortalece laços, facilita burocracias”, comenta Niklas Agevik,
CEO na Instabridge.
Fonte: Convergência Digital
*Com informações das Instabridge.

WhatsApp vai permitir que administrador silencie todos os membros de um grupo

O WhatsApp tem passado por mudanças na forma de gerenciar grupos, incluindo
recentemente uma função que permite rebaixar os privilégios de administrador de um
membro. O aplicativo ainda não parou de incrementar os recursos para conversas em grupo,
criando também uma função de avisos.

Atualmente, se um administrador quer fazer algum aviso aos membros do grupo, ele precisa
digitar sua mensagem e torcer para que ela seja visualizada, o que pode ser complicado em
grupos maiores.Segundo o WABetaInfo, especializado em descobrir novos recursos do
WhatsApp antes do lançamento, a nova função permitirá silenciar todos os participantes para
dar um recado.

Quando este modo estiver ligado, apenas os administradores do grupo poderão publicar
mensagens, o que dá maior destaque aos avisos e permite uma comunicação mais clara entre
moderadores e o público.

Pelo fato de ele ainda estar em desenvolvimento, ainda não se sabe quais são os limites do
recurso. A função poderia ter um tempo limite para silenciar o grupo, mas um outro caminho
permitiria um tipo diferente de grupo, em que as pessoas se reúnem para acompanhar as
publicações de uma única pessoa específica. O Telegram possui os Canais, por exempo, que
servem para transmitir mensagens para um grupo grande de pessoas sem permitir interação
direta, por exemplo.

Ainda não é possível saber quando o recurso será ativado. O WABetaInfo diz que a liberação
está próxima, mas a única informação é que isso aconteceria em algum momento depois do
dia 6 de maio. A data já passou, mas o recurso não foi disponibilizado nem mesmo na versão
beta mais recente.

Fonte: Olhar Digital

VIASAT: SATÉLITE SERÁ CONTROLADO EXCLUSIVAMENTE PELO ESTADO BRASILEIRO

Em posicionamento divulgado nesta terça-feira, 10/04, a
norte-americana Viasat lamenta a decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª
Região, que negou o pedido da União para que seja mantido o contrato entre a
empresa e a Telebras. O governo sustenta que o acordo é a base de políticas
públicas já anunciadas com vistas a conectividade via satélite de áreas remotas
e de escolas públicas. Mas a Justiça Federal acha melhor avaliar primeiro a
lisura das tratativas para uso do satélite geoestacionário de defesa e comunicações.

No texto, a Viasat destaca que o acordo estratégico firmado
com a Telebras – mesmo sem ter o teor revelado ao público – “preserva, em
qualquer circunstância, a soberania nacional, e que o SGDC é e sempre será
controlado exclusivamente pelo Estado Brasileiro”. A Viasat e a Telebras
afirmam ainda que “estudam as opções legais que permitam a continuidade do
atendimento aos altos propósitos do SGDC, primeiro satélite geoestacionário
brasileiro, e irão contestar a decisão judicial imediatamente”.
A norte-americana sustenta ainda que “tal decisão já
está trazendo prejuízos, principalmente no sentido de impedir o fornecimento do
serviço de internet de alta velocidade e qualidade aos brasileiros que mais
precisam: estudantes e médicos em zonas rurais do país isolados digitalmente,
além de índios, quilombolas, assim como aqueles que nunca estiveram conectados
à internet de forma significativa, e que seriam atendidos pelo programa
governamental Internet para Todos”. Leia a íntegra do posicionamento da
Viasat:
“A Viasat e a Telebras estudam as opções legais que
permitam a continuidade do atendimento aos altos propósitos do SGDC, primeiro
satélite geoestacionário brasileiro, e irão contestar a decisão judicial
imediatamente. Infelizmente, tal decisão já está trazendo prejuízos,
principalmente no sentido de impedir o fornecimento do serviço de internet de
alta velocidade e qualidade aos brasileiros que mais precisam: estudantes e
médicos em zonas rurais do país isolados digitalmente, além de índios, quilombolas,
assim como aqueles que nunca estiveram conectados à internet de forma
significativa, e que seriam atendidos pelo programa governamental Internet para
Todos. Reafirmam que o acordo estratégico firmado preserva, em qualquer
circunstância, a soberania nacional, e que o SGDC é e sempre será controlado
exclusivamente pelo Estado Brasileiro. Ficam prejudicados o desenvolvimento do
Brasil, bem como as Empresas envolvidas. A Viasat e a Telebras permanecem
comprometidas com seu propósito de levar banda larga a todo o Brasil reduzindo,
assim, as desigualdades sociais.”
*Com informações da Assessoria da Viasat
Convergência Digital

STJ abre acesso , sem autorização judicial, a dados cadastrais bancários

Independentemente de
autorização judicial, é garantido ao Ministério Público o acesso a dados
cadastrais bancários não protegidos pelo sigilo, desde que as informações sejam
relativas a pessoas investigadas pelo órgão e houver a necessidade de instrução
de procedimentos de natureza penal ou civil, como ações judiciais e inquéritos
policiais.
O entendimento foi fixado
pela 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, seguindo o voto do relator,
ministro Herman Benjamin. “Ao Ministério Público deve ser assegurado o acesso a
informações não acobertadas por sigilo bancário, mas apenas o acesso aos dados
cadastrais de pessoas investigadas, para o fim de instruir os procedimentos
investigatórios de natureza penal e civil”, afirmou.
Em seu voto, Herman
diferenciou o conceito de dados e o de dados cadastrais. Segundo o ministro,
enquanto os dados se relacionam a aspectos da vida privada do indivíduo e possuem
proteção constitucional, os dados cadastrais se referem a informações de
caráter objetivo, que não possuem a garantia de inviolabilidade da comunicação
de dados.
São exemplos de dados
cadastrais bancários o número da conta corrente, o nome do titular e os
registros de documentos pessoais. No caso dos dados protegidos por sigilo
bancário, estão incluídos os serviços típicos de conta, como aplicações
financeiras, transferências e depósitos.
De acordo com o relator, o
acesso a esses bancos de dados é essencial para que haja sucesso na
identificação de pessoas envolvidas nas mais diversas infrações penais, “seja
na posição de autores, partícipes ou até mesmo como testemunhas de crimes”.
Via processual
O caso chegou ao STJ após o
Tribunal Regional Federal da 3ª Região concluir que a ação civil pública — meio
processual utilizado pelo MP para assegurar o direito às informações — não
poderia ser proposta pelo Ministério Público Federal para defesa de seus
próprios interesses, mas apenas nos casos da defesa de interesses de terceiros.
Após o reconhecimento da
inadequação da via processual, o Ministério Público apresentou recurso ao STJ
sob o argumento de que a condenação das instituições financeiras ao
fornecimento de dados cadastrais tem por objetivo salvaguardar o direito à
segurança de toda a sociedade. Para o MP, quando atua para instruir processo
judicial, inquérito policial ou qualquer outra investigação criminal ou civil,
o órgão ministerial o faz em nome próprio e na defesa dos interesses sociais e
individuais indisponíveis.
O ministro Herman Benjamin
destacou que, de fato, a ação civil do MP buscou a tutela da segurança pública,
que é considerado interesse difuso de natureza indisponível. Por isso, o
ministro considerou válida a legitimação do MPF na ação, conforme prevê o
artigo 25 da Lei 8.625/93. O ministro também lembrou que o Ministério Público,
em suas atividades principais, constantemente tem a necessidade de buscar dados
e informações de pessoas investigadas a fim de instruir processo judicial,
inquérito policial ou qualquer outra investigação criminal ou civil.
Com a fixação da
legitimidade do MP para acessar os dados não sigilosos por solicitação direta
às instituições financeiras, o TRF-3 deverá agora analisar os demais pontos
discutidos na ação civil pública, como a obrigatoriedade de fornecimento de
informações por requisição direta da Polícia Federal.
Fonte: Convergência Digital – 08/05/2018
Com informações da
Assessoria de Imprensa do STJ.

Governo quer acesso aos dados pessoais dos cidadãos para cruzer informações

Ao sustentar eficiência e economia com o cruzamento de
informações dos cidadãos, o governo federal veio a público, nos últimos dois
dias, anunciar que precisa de tratamento especial em uma legislação sobre
proteção de dados pessoais.
“O governo não vai ficar do lado de fora da aplicação da lei.
Em alguns casos específicos, especialmente do Banco Central, talvez tenha um
tratamento diferenciado. Mas a lei será aplicada pelo governo também. O que não
se pode é não dar acesso ao próprio governo dos bancos de dados que ele
administra”, destacou o ministro do Planejamento, Esteves Colnago, ao lançar o
Govdata, a ferramenta de cruzamento de dados de órgão federais.
A posição foi melhor explicada nesta terça, 17/4, pelo novo
secretário de tecnologia da informação e comunicação do Ministério do
Planejamento, Luis Felipe Monteiro. “Os registros públicos são importantes que
sejam tratados de forma excepcional, de forma que o próprio governo tenha
acesso a eles para melhor focalizar as políticas”, defendeu ele ao participar
de sessão temática sobre o tema no Senado Federal.
“É importante que em uma lei geral, que se faz necessária,
seja equalizada a eficiência e a inovação necessária de mercado e a eficiência
e inovação necessária para o próprio Poder Público. E o governo tem ciência que
se causar dano por manipulação de dado, deve ser responsabilizado e responder
da mesma forma que o mercado privado e a sociedade”, disse Monteiro.
“O governo não tem interesse na análise de dados gerais, de
dados que o cidadão produz na sua experiência como usuário dos canais digitais
na internet, mas é importante que se faça a distinção de que parte desses dados
são registros públicos, apresentados pelo cidadão ao governo, para exercer um
direito ou responder a um dever que a legislação impõe.”
Há dúvidas de que o governo não tenha mesmo interesse no que
as pessoas postam em “canais digitais”, mas como indicou o novo Setic, quer
garantir o uso de dados que entende públicos ou que já estão sem seu poder por
obrigação ou interesse dos cidadãos.
Fonte:Convergência Digital

Marco Civil da Internet é argumento para Justiça definir multa por hora

Para obrigar a exclusão de uma
postagem ofensiva contra um deputado em rede social, a juíza Lilian Deise Braga
Paiva, do 3º Juizado Especial Cível da Comarca de Rio Branco, fixou multa em
horas, e não em dias, como normalmente acontece. Caso o Facebook e o autor da
publicação não retirem do ar o conteúdo no prazo máximo de uma hora, terão de
pagar multa no valor de R$ 100 por hora.

A juíza considerou que a
publicação ofendeu a honra e imagem do deputado federal Flaviano Melo (PMDB-AC)
ao imputar a ele a autoria de crime contra a administração pública sem
apresentar provas. Para ela, embora ocupantes de cargos públicos estejam
expostos ao juízo crítico da sociedade, a condição de pessoa pública não
esvazia a proteção constitucional quanto aos direitos fundamentais à honra e à
imagem.
A decisão, publicada no site
Observatório do Marco Civil da Internet, do advogado Omar Kaminski, é baseada
na Lei 12.965/2014. Conforme o artigo 19 da legislação, o provedor só pode
responder por atos de terceiros se ficar provado que não tomou providências
para excluir o conteúdo danoso.

“Com essas razões, atento ainda
para o disposto no artigo 19 e parágrafos da Lei 12.965/2014 (Marco Civil da
Internet), defiro o pedido de antecipação dos efeitos da tutela formulado para
determinar aos reclamados que, no prazo máximo de uma hora, excluam a
publicação ofensiva (postada no dia 16/03/2018, às 11h46), sob pena de
incidência de multa a cada um dos reclamados no valor de R$ 100,00 (cem reais)
por hora de descumprimento, limitada ao período de dez dias”, afirmou Lilian.

*Fonte: Portal Conjur

Anatel impõe ligação gratuita à Oi em orelhões em 12 estados

Pela oitava vez desde 2012, a Anatel determinou a gratuidade
das chamadas telefônicas feitas a partir de orelhões da Oi. Desta vez, a medida
vale para 12 estados, todos eles com longo conhecimento do problema, pois estão
na lista desde sua primeira edição: Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará,
Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Roraima.
 

Como explica a Anatel, “a medida de imposição da gratuidade
considerou os percentuais de disponibilidade de orelhões da Oi avaliados pela
Anatel em 28/02.  Segundo a
regulamentação, as concessionárias não devem apresentar disponibilidade de
orelhões abaixo de 90% nos estados e abaixo de 95% nas localidades sem telefone
fixo individual”.

 

O cenário não mudou significativamente considerando-se os
seis anos em que a agência adota o que entende ser uma medida educativa. Este
novo levantamento mostra que no Pará apenas 42% dos orelhões funcionam, ou 50%
deles no Maranhão, ou 55% no Rio Grande do Norte.

A melhoria foi relativa desde a primeira punição.
Originalmente, a medida afetava 17 estados, mas logo a Oi buscou melhorias no
Rio Grande do Sul e no Paraná. Neste novo ciclo, conseguiu chegar ao patamar
mínimo em Santa Catarina, Espírito Santo e Sergipe.  A medida vale pelos próximos seis meses,
quando então a Anatel fará outra medição em busca daquele patamar de 90% em
funcionamento.

Fonte: 02/04/2018 – Convergência Digital

Operadora de telefonia na mira do Ministério Público do DF


Ministério
Público investiga Vivo por uso de dados dos clientes

O Ministério Público do Distrito Federal abriu
um inquérito civil público para investigar “uso e tratamento ilegal de dados
pessoais de clientes”. Segundo o MPDF, a operadora lançou um produto
publicitário baseado em informações pessoais, mas não informa ou pede
consentimento dos clientes para tal.  Em
comunicado oficial, a Vivo rebate e diz que “cumpre rigorosamente a
legislação vigente e não promove qualquer uso ilegal de dados pessoais de seus
clientes”.
Para o Ministério Público, porém, “o produto nominado
Vivo Ads, da empresa Vivo S/A, promete fornecer publicidade usando dados
qualificados dos clientes Vivo, tais como perfil, localização (Mídia
Geolocalizada), comportamento de navegação, lugares frequentados e compor
“tamento dos consumidores”, conforme a portaria que instaura a
investigação.
Alegam ainda os promotores responsáveis pelo inquérito,
Frederico Ceroy e Paulo Binicheski, que “em nenhum momento, seja no contrato de
adesão aos serviços de telefonia, seja no Centro de Privacidade da empresa
Vivo, existem informações do uso dos dados pessoais de seus clientes para fins
de publicidade”. E que o Vivo Ads não permite ‘opt out’.
A investigação envolve a comissão de proteção de dados
pessoais do MPDF, além da promotoria de defesa do consumidor. O entendimento,
até aqui, é de que há possível violação do Marco Civil da Internet,
especialmente o Decreto 8771/16. “Diferente do modelo de negócio de empresas
como Google e Facebook, o serviço de telefonia móvel no Brasil é uma concessão
de serviço público com contrapartida financeira dos usuários”, sustentam os
promotores.
“Considerando a gravidade dos fatos, o risco de prejuízos
relevantes aos consumidores e a quantidade de possíveis titulares dos dados
pessoais afetados, a investigação poderá resultar em ação civil coletiva de
responsabilidade por danos aos usuários”
, completam.
Vivo reage
Por meio de comunicado oficial, a Vivo sustenta que
“cumpre rigorosamente a legislação vigente e não promove qualquer uso
ilegal de dados pessoais de seus clientes”. No informe, a Vivo assegura
ainda que as informações de seus clientes não são, em hipótese alguma,
transferidas ou compartilhadas com anunciantes. A Vivo Ads é uma plataforma de
mídia, na qual o cliente interage com publicidade apresentada pela própria
operadora e, muitas vezes, ganha benefícios como pacotes de internet móvel ou
descontos em produtos e serviços. Sempre previamente autorizado pelo cliente. 

Veja a íntegra do comunicado:
“A Vivo informa que cumpre rigorosamente a legislação
vigente e não promove qualquer uso ilegal de dados pessoais de seus clientes.
A Vivo assegura que as informações de seus clientes não são,
em hipótese alguma, transferidas ou compartilhadas com anunciantes. A Vivo Ads
é uma plataforma de mídia, na qual o cliente interage com publicidade
apresentada pela própria operadora e, muitas vezes, ganha benefícios como
pacotes de internet móvel ou descontos em produtos e serviços. Sempre
previamente autorizado pelo cliente.
A autorização é concedida, por exemplo, por meio do termo de
adesão do serviço móvel e a qualquer momento o cliente pode cancelá-la em
canais de atendimento da Vivo. O centro de privacidade da empresa também contém
orientações sobre o tema. A Vivo reitera que respeita a privacidade e a
transparência na relação com os seus clientes.”

Os Millennials são os mais expostos aos crimes cibernéticos no Brasil


Crimes
cibernéticos: No Brasil, 30% das vítimas têm relação pessoal com o
cibercriminoso

Um estudo realizado pelo Telecommunications Research Group,
para a Microsoft Corporation, colocou o Brasil na 13ª posição no que diz
respeito à exposição a riscos digitais, com um ICD (Índice de Cidadania
Digital) de 71%. Um dos pontos que mais chamaram a atenção nesta edição foi o
fato de que em 30% dos casos ocorridos no Brasil, as vítimas de crimes
cibernéticos tinham contato pessoal com o responsável, contra 36% no mundo, e
57% das pessoas conheciam o algoz de alguma maneira, presencial ou
virtualmente.
Entre os riscos online mais comuns, os contatos indesejados
lideram a lista, mencionados por 51% dos entrevistados. Solicitações envolvendo
sexo vêm em segundo lugar, citadas por 23% dos participantes da pesquisa,
enquanto 21% deles afirmaram ter sofrido algum tipo de fraude.
De acordo com os resultados, os maiores riscos online para
os brasileiros são:
  • Contatos indesejados (51%)
  • Solicitações sexuais (23%)
  • Fraudes (21%)
  • Recebimento de mensagens sexuais indesejadas (21%)
  • Assédio online (não sexual) (20%)

O levantamento revelou que, no Brasil, o grupo dos jovens
com idade entre 18 e 34 anos, foi o mais exposto aos riscos (81%), o segundo
maior índice no mundo. Uma possível explicação para essa realidade é o fato de
que os jovens chamados millenials foram os primeiros a crescer no ambiente
digital e por isso não temem os riscos. Entre os entrevistados, 51%
demonstraram extrema ou muita preocupação com riscos digitais, enquanto 23% não
se enxergam ameaçados.
O estudo considera como assédio os seguintes tipos de
comportamento online: assédio (ofensas online, excluindo conteúdo de cunho
sexual), contatos indesejados, mensagens sexuais indesejadas, cyberbullying ou
misoginia. Entre as mulheres entrevistadas, 65% relataram algum tipo de abuso,
em paralelo a 58% dos homens. Segundo o levantamento, os adultos foram os mais
afetados por esses casos, relatados por 66% dos entrevistados. Entre os jovens,
o índice é de 58%.
As consequências das diferentes formas de assédio foram
piores para as mulheres. Segundo o levantamento, elas são 10% mais propensas a
perder a confiança em pessoas no ambiente off-line em comparação aos homens.
Dos jovens, 39% enfrentaram depressão após casos de assédio digital, enquanto
59% perderam a confiança nas pessoas no ambiente off-line.
Apesar dos problemas enfrentados na Internet, os brasileiros
se destacaram no quesito comportamento digital. Entre os entrevistados, 82%
demonstraram preocupação em tratar o próximo com respeito e dignidade, contra
71% na média global. Mais da metade dos entrevistados (55%) declararam-se
confiantes em gerenciar os riscos online. Ainda, 46% afirmou saber onde buscar
ajuda quando necessário.
A conscientização digital foi maior entre as mulheres – 88%
das entrevistadas afirmaram refletir antes de responder a conversas das quais
discordam, em comparação a 63% dos homens. Na pesquisa, o maior índice de
civilidade digital ocorreu entre os usuários de 50 a 74 anos – por exemplo, 92%
afirmam tratar pessoas com respeito no ambiente online.
O estudo, feito no ano passado, analisou os comportamentos
de risco online em 23 países, incluindo o Brasil. Foram entrevistadas 11.600
pessoas, entre jovens de 13 a 17 anos e adultos de 18 a 74 anos, que
responderam perguntas sobre 23 tipos de risco online. Em cada país, ao menos
500 pessoas participaram, sendo 250 de cada grupo.

*Com informações da Microsoft