Política Nacional de Inovação: MCTIC prorroga prazo da consulta pública

Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) prorrogou o prazo da consulta pública referente à Política Nacional de Inovação para o dia 20 de janeiro. A iniciativa é conduzida pelo ministério, em parceria com o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). O objetivo da política é fomentar esforços em ciência, tecnologia e empreendedorismo, visando a soluções inovadoras para desafios brasileiros.

Um dos propósitos da política é posicionar o Brasil entre os 20 países mais inovadores até 2030, de acordo com o ranking do Índice Global de Inovação. Para divulgar a consulta pública, o MCTIC e o CGEE realizaram, no mês de dezembro, encontros em São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Natal (RN), Manaus (AM), Belém (PA), Cuiabá (MT) e Porto Alegre (RS).

Durante o processo de construção da política, foram organizadas, em diferentes capitais do País, oficinas com integrantes de empresas e startups; de universidades e institutos de ciência e tecnologia; de estados, municípios e fundações de amparo à pesquisa; de agentes financeiros; e de atores governamentais.

Além disso, ocorreram reuniões temáticas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep); o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); o MCTIC; o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA); e o Tribunal de Contas da União (TCU). 

A consulta pública está disponível no link: https://ibrasil.mctic.gov.br/consulta.

Projeto busca mapear redes de fibras ópticas

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) deu
início ao projeto “Mapa de rotas de backbones nacionais de fibra óptica e de
presença de serviços de acesso à internet”. A iniciativa tem como objetivos
reunir informações sobre a infraestrutura de comunicações em banda larga no
Brasil, em especial, por meio de fibras ópticas, e identificar quais localidades
nos municípios brasileiros já possuem serviços de acesso à internet. Para o
desenvolvimento da proposta, o MCTIC conta com a colaboração do Centro de
Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE).
Em dezembro de 2019, o MCTIC encaminhou às empresas que operam fibra
ótica no território nacional o Ofício n.º 48250/2019/DEIDI/SETEL/MCTIC,
solicitando, entre outros dados, informações sobre o tipo de construção, o
direito de passagem das instalações e quais rotas estão em operação. O
CGEE é responsável pelo contato posterior com essas empresas e por
organizar os dados obtidos nesse processo.
Os resultados do levantamento vão oferecer subsídios para a elaboração de
políticas públicas relacionadas à disponibilização da internet no País. As
informações geradas por meio do mapeamento serão submetidas à Secretaria
de Telecomunicações do ministério. Com o projeto, o MCTIC pretende realizar
direcionar, de forma mais adequada, as políticas públicas para a ampliação da
infraestrutura de banda larga por fibra óptica nos municípios brasileiros, além
daquelas voltadas à massificação do acesso à banda larga.
Para que os objetivos relacionados à construção de políticas públicas no
âmbito dessa iniciativa sejam alcançados, as informações devem ser enviadas
até o dia 20 de janeiro de 2020 para o e-mail mapafibrasop_cas@cgee.org.br.

TJ-SP reduz multa da Claro e mantém sanção à TIM por práticas abusivas

Ainda que se considere objetiva a responsabilidade do fornecedor de bens ou serviços à luz do direito consumerista, sua penalização há de se ater às circunstâncias específicas do fato, como o porte econômico da empresa, a gravidade da infração e a vantagem que dela possa ter extraído, conforme o artigo 57 do Código de Defesa do Consumidor. Com esse entendimento, a 7ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou uma multa aplicada pelo Procon à operadora Claro por cobranças abusivas de serviços de telefonia não contratados por dez clientes.

O valor, porém, foi reduzido pelos desembargadores e passou de R$ 5,2 milhões para R$ 1,9 milhão. Isso porque, segundo o relator, desembargador Coimbra Schmidt, houve um erro na base de cálculo da multa, que considerou o faturamento nacional da Claro, quando a falha na prestação do serviço foi de responsabilidade da filial do estado de São Paulo. Assim, a base de cálculo deveria levar em consideração apenas o faturamento paulista. Schmidt destacou, inclusive, a existência de CNPJ diferente entre matriz e filial da Claro.

“Assim, tendo sido cometidas as infrações no Estado de São Paulo com consumidores residentes na cidade de São Paulo e fornecedores de Ribeirão Preto e Campinas, a receita bruta a ser considerada é a da filial paulista — a do “CNPJ diverso”. Flagrante a ilegalidade, impõe-se a intervenção jurisdicional para corrigi-la, de modo que a receita bruta média a considerar é a auferida no Estado de São Paulo — no período, R$ 436 milhões”, explicou o relator.

Schmidt também considerou o acréscimo de 50% estabelecido pelo Procon em razão da reincidência da empresa. Dessa forma, a multa chegaria a R$ 2,6 milhões. “Mas há uma atenuante, não prevista em regulamento, que deve ser aplicada, sob pena de se deparar com sanções desproporcionais à gravidade objetiva do fato, correspondente à circunstância de haver o infrator reconhecido o erro e, espontaneamente, o reparado. Assim, é considerado razoável aplicar inversamente o fator de reincidência, reduzindo a pena em 25%”, completou o relator, chegando ao valor final de R$ 1,9 milhão.

“Nominalmente o montante é elevado? Sem dúvida. Mas a multa não pode ser simbólica, sob pena de não alcançar sua finalidade pedagógica. E o princípio da proporcionalidade exige que todas as circunstâncias de interesse sejam consideradas. Dentre os quais a atenuante mais relevante, talvez, seja o reconhecimento espontâneo do dever de reparar”, justificou. 

TIM tem punição mantida

A 6ª Câmara de Direito Público do TJ-SP também manteve um auto de infração do Procon contra a TIM por práticas abusivas. A operadora recorreu ao tribunal, alegando nulidade do ato administrativo por ausência de indicação do valor da multa a ser aplicada. A tese, porém, foi afastada pela relatora, desembargadora Sílvia Meirelles.

“Não existe a obrigatoriedade legal do agente fiscal indicar o valor da multa imposta, bem como da receita média estimada por meio da qual a multa será calculada, uma vez que a pena pecuniária deve ser apurada em momento posterior, quando da decisão da Diretoria de Programas Especiais, após a aplicação de circunstâncias agravantes e atenuantes. Desse modo, para ser válido, basta que o auto de infração, em sua portaria, apenas indique a penalidade de multa, sem a necessidade de indicar o seu valor líquido, o qual somente poderá ser apurado após a individualização da pena”, disse.

*Com informações do portal Conjur

Fonte: Convergência Digital.

Brasil prepara posição final com relação às políticas para TICs na UIT

A Comissão Brasileira de Governança e Regimes Internacionais (CBC 1) realizará no dia 15 de janeiro, das 10 h às 12 h, na sede da ANATEL, reunião preparatória para os Grupos de Trabalho (GTs) do Conselho da União Internacional de Telecomunicações (UIT) sobre políticas de Internet, o CWG-Internet.

Na reunião será debatida a elaboração de respostas brasileiras às perguntas da consulta pública aberta online do CWG-Internet e os posicionamentos brasileiros sobre as minutas de Opiniões apresentadas ao Fórum Mundial de Políticas de Telecomunicações de 2021 (FMPT-21).

Também será discutida a preparação brasileira para as reuniões dos outros GTs do Conselho da UIT a serem realizadas de 3 a 14 de fevereiro de 2020, incluindo os seguintes temas (e respectivos Grupos de Trabalho) com os temas regulamentos de Telecomunicações Internacionais (EG-ITRs); recursos financeiros e humanos (CWG-FHR); implementação dos resultados da Cúpula Mundial da Sociedade da Informação e das Metas de Desenvolvimento Sustentável da ONU (CWG-WSIS & SDGs); proteção online às crianças (CWG-COP); uso dos seis idiomas oficiais da UIT (CWG-LANG).

A consulta pública do CWG-Internet colocou quatro questões:  

1. Como as telecomunicações / TICs novas e emergentes afetarão a Internet e o desenvolvimento sustentável, incluindo a economia digital?

2. Quais são as oportunidades e os desafios para a adoção e o crescimento das novas e emergentes telecomunicações / TICs e da Internet?

3. Como os governos e as demais partes interessadas podem aproveitar os benefícios das telecomunicações / TICs novas e emergentes?

4. Quais são as melhores práticas para promover habilidades humanas, capacidade institucional, inovação e investimento para telecomunicações / TIC novas e emergentes?

A consulta pública receberá respostas até o dia 22 de janeiro por meio do link https://www.itu.int/en/council/cwg-internet/Pages/consultation-oct2019.aspx.

O GT preparatório para o FMPT-21 discutirá minutas de Opiniões enviadas por Reino Unido, EUA e Arábia Saudita. Todos os documentos estão em https://cloud.anatel.gov.br/index.php/s/d53yWVwWuWcY0fC (pasta FMPT-21, 2ª reunião).

Fonte: Convergência Digital

Globo e Netflix se unem contra streaming na Lei da TV Paga

Representantes dos principais grupos de radiodifusão, de telecomunicações e plataformas digitais do País compareceram à audiência pública da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados para discutir o Projeto de Lei 4292/19, que pretende assegurar que os serviços idênticos aos de TV por assinatura distribuídos pela internet estejam sujeitos às mesmas regras da TV paga.

Essas regras estão previstas na chamada Lei de Serviço de Acesso Condicionado (SeAC), que estabelece, entre outros pontos, cotas de conteúdo nacional para os canais e pacotes. Apresentado pelo deputado Paulo Teixeira (PT-SP), o PL 4292/19 altera essa lei para incluir os serviços ofertados pela internet. O debate foi sugerido pelo deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP) e pelo relator do projeto, deputado Vinicius Poit (Novo-SP).

Poit inicialmente apresentou parecer pela rejeição da proposta, mas recomendando a aprovação de um projeto apensado (PL 4389/19), de autoria do deputado João Maia (PL-RN). Este projeto tem o objetivo oposto: permite a oferta de canal de programação pela internet sem que ele seja enquadrado na Lei do SeAC.

A proposta de João Maia também acaba com a restrição à propriedade cruzada prevista na Lei do SeAC. Hoje, a lei prevê que produtoras de conteúdo detenham no máximo 50% do capital total e votante de prestadoras de telecomunicações; e que prestadoras de telecomunicações detenham no máximo 30% do capital de produtoras e programadoras.

Porém, posteriormente, mais uma proposta foi apensada (PL 5645/19), e o deputado Vinicius Poit terá que fazer novo parecer aos projetos. Apresentado pelo deputado Celso Russomanno (Republicanos-SP), o PL 5645/19 prevê, entre outros pontos, que a prestadora do serviço de acesso condicionado, independentemente de tecnologia de distribuição empregada, oferte, sem qualquer custo adicional para seus assinantes, os canais de televisão aberta e os de acesso público, como TV Brasil, TV Câmara e TV Senado. Essa regra – conhecida como must carry – já é cumprida pelas operadoras de TVs por assinatura, e a ideia do deputado é que também valha quando o serviço for distribuído pela internet.

Na audiência pública, Fábio Augusto Andrade, vice-presidente de Relações Institucionais da Claro, manifestou preocupação com o parecer apresentado. “Temos o PL 4292/19, o PL 4389/19, e o PL 5645/19 e me causa estranheza que o relator cite apenas o PL 4389. Isso me causa perplexidade porque os outros projetos têm pontos importantes a serem considerados”, disse.

Já o diretor de Regulação e Relações Institucionais do Grupo Globo, representando a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Marcelo Bechara, se disse contrário ao enquadramento dos serviços de streaming na Lei do SeAC. Ele acredita que o serviço tem que ter regulação diferente do serviço de TV paga. O consultor da Motion Picture Association (MPA), Maurício Fittipaldi, também acredita que a distribuição de conteúdo audiovisual por meio de estrutura de telecomunicações – como no caso da TV por assinatura – não pode ser equiparada à distribuição de conteúdo pela internet. A entidade representa a Netflix.

Outra proposta

Já o consultor da área de telecomunicações (e ex-deputado federal) Jorge Bittar, que foi relator da Lei do SeAC na Câmara, acredita que a lei deve ser atualizada para englobar a distribuição de conteúdo audiovisual pela internet e que essas plataformas também devem apoiar a produção e distribuição de filmes e séries brasileiros.

Bittar defende outra proposta (PL 8889/2019, também do deputado Paulo Teixeira), que já foi aprovada na Comissão de Cultura, na forma de texto substitutivo, e agora também será analisado pela Comissão de Ciência e Tecnologia.  O substitutivo obriga distribuidoras de conteúdos audiovisuais formatados em catálogo, como Netflix e Amazon Prime Video, a investir anualmente pelo menos 10% do seu faturamento bruto em produções nacionais.

Propriedade cruzada

Na audiência, Roberto Franco, representante do SBT, disse ser contrário à retirada das restrições de propriedade cruzada do texto da Lei do SeAC sem que outro mecanismo de promoção da competição seja criado. Ele defendeu o must-carry no serviço de audiovisual prestado pela internet.

Essa mesma posição foi defendida pelo representante da Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel), Samir Nobre: “Foi feito algum estudo do que essa revogação das restrições de propriedade cruzada trará para os brasileiros? Desconhecemos qualquer estudo sobre os benefícios que a alteração vai trazer para as empresas brasileiras.”

A diversidade de posições ficou ainda mais evidenciado com o posicionamento da gerente de Projetos do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, Marina Pita. Ela disse ser favorável à regulamentação do serviço de streaming, mas se posicionou contra as propostas de regulação que foram discutidas na audiência. O Intervozes defende que haja limites na concentração de mercado.

*Com Agência Câmara

Fonte: Agência Brasil

Oi diz que teve prejuízo com o que Lava Jato chama de favorecimento

Incluída em nova fase da operação Lava Jato, a Oi – por meio de um comunicado ao mercado – rebateu a alegação de que foi favorecida por decisões do ex-presidente Lula, como apontou o Ministério Público Federal ao justificar a busca e apreensão realizada nesta terça, 10/12 – e que também atingiram o grupo Telefônica/Vivo.

Diz o MPF que identificou pagamentos superiores a R$ 132 milhões a empresas do filho do ex-presidente, Fábio Luis da Silva, e alega que eles “foram realizados sem justificativa econômica plausível, ao tempo em que o grupo Oi/Telemar foi beneficiado por diversos atos praticados pelo Governo Federal.” Cita especificamente o Decreto 6654/08, que alterou o Plano Geral de Outorgas, permitindo a compra da Brasil Telecom.

“Sob o ponto de vista da companhia, é importante ressaltar que os episódios até agora mencionados nas investigações não representaram de fato nenhum benefício ou favorecimento a seus negócios. Ao contrário, a companhia, ao protocolar sua petição com pedido de recuperação judicial, elencou alguns desses episódios – a exemplo da fusão com a Brasil Telecom e operações societárias com a Portugal Telecom – como componentes que levaram à crise de liquidez que justificou esse pedido”, diz a Oi.

A operadora informa ainda que “no âmbito de investigações já concluídas ou em curso por diferentes autoridades, a companhia tem participado de forma colaborativa, com o envio de todas as informações solicitadas. A gestão da companhia reitera que não compactua com nenhuma irregularidade e não tem medido esforços para assegurar que quaisquer ações que eventualmente possam ter prejudicado a companhia sejam integralmente apuradas”. “A Oi é a principal interessada no total esclarecimento de eventuais atos praticados que possam lhe ter gerado prejuízo”, conclui.

Fonte: Agência Brasil

Quase metade do planeta ainda não tem acesso à internet, aponta estudo

Em 2019, o acesso à internet passou a estar disponível a 51% da população mundial. Foi o primeiro ano em que a conectividade ultrapassou a casa dos 50%. Contudo, o índice mostra que, a despeito da Rede Mundial de Computadores ter ganhado importância nas mais diversas esferas sociais nos últimos 20 anos, quase metade da população ainda não dispõe desse recurso. A informação é apresentada e discutida no relatório “Estado da Banda Larga 2019”, da Comissão de Banda Larga, grupo que reune representantes de empresas e das Nações Unidas.

Quando considerados os domicílios, o índice aumenta, chegando a 57,8%. Em 2005, 19% das casas conseguiam navegar na web. Contudo, quando considerada a banda larga fixa, o percentual cai para 14%. Já o ritmo de crescimento de conectividade em lares desacelerou, tendo saído de 53% para 54,8% entre 2017 e 2018. Em países mais pobres, a taxa de crescimento caiu de 19% em 2017 para 17,5% em 2018.

A análise sobre a presença de lares atendidos por serviços de fixas de banda larga é considerada importante por pesquisadores uma vez que as conexões móveis em geral possuem limitações para a fruição plena de serviços, como franquias que restringem o consumo, por exemplo, de vídeos em quantidade razoável.

Banda larga é o termo empregado para a conectividade com uma velocidade de pelo menos 256 kbps e que assegure um conjunto mínimo de atividades online, como visitação de sites e aplicações de comunicação. O índice de 51% ainda está distante da meta de chegar a 75% de penetração até 2025.

Desigualdades

O relatório aponta que para além de metade da população estar fora da internet, entre os conectados há desigualdades importantes. “As distâncias existentes na adoção de conectividade são conduzidas por brechas de diferentes tipos: geografias (áreas urbanas x rurais), renda (ricos x pobres), idade e gênero, entre outros”, destaca o relatório.

Enquanto a conexão de baixa qualidade foi apontada por 43% em países mais pobres, o problema foi mencionado 25% de entrevistados em nações mais ricas. Outro exemplo mais claro é no preço dos pacotes entre diferentes regiões do globo. Enquanto o preço de uma franquia de 1 giga em países do Sul da Ásia consome 1,2% da renda mensal média, na África Subsaariana o serviço custa o equivalente a 6,8% da receita média mensal.

Redes

Contudo, conforme o relatório a infraestrutura avançou e hoje está presente em localidades abrangendo 96% da população mundial. O tráfego internacional de dados é realizado por 400 cabos submarinos, abarcando 1,2 milhão de quilômetros, e por 775 satélites com atuação em serviços de comunicação na órbita da Terra.

No ecossistema móvel, 2018 foi o ano em que a tecnologia 4G se tornou hegemônica, ultrapassando a 2G, sendo responsável por 44% das conexões móveis. Citando dados da consultoria GSMA, o documento ressalta que o 5G, o novo paradigma tecnológico dos serviços móveis, tornou-se “uma realidade”.

No ano passado, o novo padrão foi lançado nos Estados Unidos e na Coreia do Sul. Em 2019, a previsão é que ele passe a ser ofertado em 16 novos países. A expectativa da GSMA é que em 2025 haja 1,4 bilhão de conexões, cerca de 15% da base total.

Encruzilhada

Para os autores, a Internet se encontra em uma “encruzilhada”. “Há um reconhecimento crescente de que os desafios e riscos demandam políticas e regulações específicas, assim como novas abordagens de negócio e iniciativas industriais voltadas a mitigar efeitos não intencionados e resultados negativos da adoção da internet”.

O documento ressalta que as pessoas não podem apenas ser divididas entre usuários e não-usuários, mas deve ser entendida a diversidade de formas de conectividade e experiências online. O reconhecimento dessas especificidades passa pela consideração de públicos mais vulneráveis em sua presença na web. Mulheres estão sujeitas a perseguição, assédio e discurso de ódio na web. Já crianças são vítimas de abusos, exploração e bullying.

Diante à variedade de formas de acesso, os autores defendem o que chamam de “conectividade universal relevante”. Essa noção envolve uma banda larga “disponível, acessível, relevante, barata, segura, confiável e que empodere os usuários levando a impactos positivos”. Essa percepção leva em consideração também não somente o custo, mas diferentes motivadores para se conectar e ter experiências de qualidade no ambiente online.

Modalidades de uso

Considerando a variedade de experiências, o relatório traz dados sobre diferentes modalidades de atividades na web (ver gráfico). A troca de mensagens por apps como Whatsapp e FB Messenger é o mais popular, seguida por redes sociais, ligações online e ler notícias. As ações variam conforme a renda, com a prática de obter informação e comprar produtos sendo mais comum em países mais ricos.

 

Fonte: Agência Brasil

Huawei no páreo: leilão do 5G não vai banir chinesa

Donald Trump está em uma verdadeira cruzada para banir a Huawei das redes 5G no mundo todo – até o momento, sem muito sucesso, nem mesmo no Brasil. Esta semana, o presidente Jair Bolsonaro declarou que a palavra final sobre o assunto é a do ministro da Ciência, Tecnologia e Comunicações, Marcos Pontes. E este foi taxativo: “as empresas de telecom ficarão livres para contratar a tecnologia de quem elas quiserem.”

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Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Pontes negou que o governo americano tenha feito pressão para que a Huawei fosse excluída da disputa brasileira da quinta geração de dados móveis. O ministro ainda adiantou que está em andamento um edital para a construção de oito laboratórios de inteligência artificial – um deles, dedicado à segurança cibernética, o que ajudaria o país a monitorar a nova rede.

Segundo o ministro da Ciência, Tecnologia e Comunicações, Paulo Pontes, “nós não interferimos no mercado, nós fazemos regulação e fiscalização”. (Fonte: Agência Brasil/Rovena Rosa) “Empresas como Cisco, Huawei e Qualcomm já têm uma infraestrutura grande dentro das nossas telecomunicações. O 5G é só uma outra tecnologia, não vai modificar o fato de elas já estarem no sistema.”

Anatel prega neutralidade

A postura do ministro é acompanhada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O órgão deixou claro que o processo para a implantação da nova rede de dados móveis no país vai ser regida pelo “princípio de neutralidade”, ou seja, mesmo sob pressão de empresas e governos, a agência não pretende privilegiar ou banir nenhum fabricante de equipamentos.

O assunto foi pauta da audiência pública da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, da Câmara. Estavam presentes representantes da Ericsson, Huawei e Qualcomm. A disputa pelas faixas da nova geração de dados móveis deve acontecer no segundo semestre de 2020 por conta dos problemas ainda por resolver antes da implantação da nova rede de dados.

Autora do texto: Julia Marinho

02/12/2019 às 11:30

Fonte: TecMundo

Lei que altera marco das telecomunicações é sancionada

Foi publicada no DOU desta sexta-feira, 4, a lei 13.879/19, que prevê a alteração do regime de concessão de telecomunicações. A norma altera a lei geral de telecomunicações, que regulamenta o setor e foi sancionada sem vetos.

Mudança de contratos

De acordo com a lei 13.879/19, as concessionárias de telefonia fixa poderão mudar contratos de concessão para autorização.

Este contrato de autorização dispensa a concorrência pública e poderá ser revogado a qualquer tempo pelo Poder Público. Ao contrário, o contrato de concessão exige licitação e não permite o rompimento unilateral.

A norma prevê que os contratos de concessão entre a Anatel e empresas de telecomunicações fixem a possibilidade da adaptação para o contrato de autorização.

Para realizar a conversão de contratos, as empresas deverão se comprometer a fazer investimentos em infraestrutura de alta capacidade de transmissão de dados, a partir de diretrizes estipuladas pelo Poder Executivo.

Os compromissos de investimento deverão priorizar a cobertura de áreas sem competição adequada e a redução das desigualdades regionais.

Outras previsões

A lei também possibilita que empresas de telecomunicações comercializem entre si as radiofrequências usadas no serviço de telefonia. A transferência deverá ser autorizada pela Anatel.

Os serviços de interesse coletivo, considerados essenciais, sejam explorados exclusivamente em regime privado, desde que não estejam sujeitos a deveres de universalização.

Veja a íntegra da lei 13.879/19.

Fonte: www.migalhas.com.br

 

American Tower: “Seguimos olhando todo ativo compartilhável”

Investimento redundante em fibra óptica por conta do 5G é ineficiente e não é mais necessário na economia do compartilhamento, diz o CEO da American Tower, Flavio Cardoso. Em entrevista à CDTV, do portal Convergência Digital, no Futurecom 2019, realizado de 28 a 31 de outubro, em São Paulo, Cardoso afirmou que a empresa está sempre olhando novos ativos – sem vincular interesse à Oi, que anunciou o interesse de vender infraestrutura como antenas e ERBs.

“Dos 20 mil sites que temos, 15 mil vieram de aquisições, então é nosso DNA olhar aquisições, mas vamos olhar sempre um ativo que seja compartilhável. Esse é um requisito essencial para o nosso negócio”, destacou Flavio Cardoso.

Para 2020, o executivo espera que os conflitos para a implantação de infraestrutura possam ser minimizados e que a economia retome o crescimento. “Queremos ser os parceiros da transformação digital dos nossos clientes”, acrescentou. Assista à entrevista com o CEO da American Tower.

Fonte: Convergência Digital