Testes para mitigar interferências do 5G na faixa de 3,5GHz entram na reta fina

O teste conduzido pela Anatel para avaliar a convivência do 5G com o serviço móvel na banda C entrou na reta final, contou o especialista em regulação da Anatel, Alex Pires de Azevedo, ao participar do 5G&LTE Forum Latin America, realizado no Rio de Janeiro. De acordo com o especialista da agência reguladora, estão sendo testados dois tipos de equipamentos receptores de sinal de TV os profissionais (LNB), que são licenciados, e os equipamentos de consumo que apenas recebem sinal de TV de antenas parabólicas e precisariam de um filtro em banca C (LNBF).

“A maior parte desses dispositivos LNBF não tem esse filtro e não há como inserir filtros neles, seria necessário construir outros equipamentos. Já há três equipamentos LNBF com promessa de evolução. Os sistemas multipontos já estão claro que não poderão ser usados”, diz Azevedo. Os testes coordenados pela Anatel contam com a participação dos segmentos móvel e de satélite e a indústria.

Azevedo ressaltou ainda que os resultados precisam ser repetitíveis e reproduzíveis e em qualquer lugar do mundo tem de ser o mesmo. Na fase 2, os sistemas já caracterizados foram levados a campo. Os testes foram realizados a uma distância de 70 metros entre as estações rádio base 4G e 5G e as estações de satélite. A Anatel, agora,aguarda o relatório final do resultado dessa fase 2.

“Os resultados vão definir os requisitos para avaliação de conformidade e certificação e de filtro. Outro objetivo é estabelecer limites de potência no final da faixa de 5G que teriam de ter small cells, além de outras estratégias de mitigação como escalonamento do roll out do 5G. E servirão também para gerar subsídios para o edital de 5G”, concluiu Azevedo.

O Brasil já definiu para março de 2020 a data do leilão das frequências de 5G. Serão ofertadas sobras de 700 MHz (10 mais 10 Mhz), as faixas de 2,3/2,4 GHz; 3,3 a 3,6 GHz; e a onda milimétrica de 26 GHz. Os teste para avaliar a convivência do serviço móvel na banca C com o satélite, estão na fase final. No momento foram testados um equipamento 5G da Huawei e uma solução massivo Mimo em 4.5G da Ericsson no laboratório de rede da Claro no Rio de Janeiro. A Nokia não participa do teste porque já havia realizado um piloto com a TIM.

Por Carmen Lucia Nery* … 26/04/2019 … Convergência Digital

ALTERAÇÕES NOS VALORES COBRADOS PARA OUTORGA DOS SERVIÇOS DE INTERESSE COLETIVO E RESTRITO.

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A RESOLUÇÃO 702, de 1ª de novembro de 2018 revogou A RESOLUÇÃO nº386, de 3 de novembro de 2004, entrando em vigor a partir do dia 04 de maio de 2019, e provocou alterações nos valores cobrados para outorga dos serviços de interesse coletivo e restrito, tais como: SeAC, STFC, SLP e outros.

Para que todos possam entender as mudanças, foi modificado os valores cobrados de forma a facilitar a vida dos PROVEDORES que sempre tiveram interesse em ter as outorgas de TV por assinatura e ou, Telefonia dentre outras, veja abaixo no quadro comparativo:

Valores estipulados pela Resolução 386/2004:

SeAC STFC SCM
R$9.000,00 R$9.000,00 R$400,00

Valores estipulados pela nova Resolução 702/2018:
SeAC STFC SCM
R$400,00 R$400,00 R$400,00

Para os órgãos da administração direta e indireta da União, Unidades Federativas e Municípios a antiga Resolução autorizava um desconto de 90% do valor da outorga, mas com a Resolução 702/2018, a mesma fixa os valores em R$40,00.

As mudanças dos serviços de interesse restrito, abordam as seguintes outorgas:

1- SLP – Serviço Limitado Privado (é um serviço de telecomunicações (telefônico, telegráfico, de transmissão de dados ou qualquer outra forma de telecomunicações) destinado ao uso próprio do executante (Serviço Limitado Privado) ou à prestação a terceiros (Serviço Limitado Especializado), desde que sejam estes uma mesma pessoa, ou grupo de pessoas naturais ou jurídicas, caracterizado pela realização de atividade específica),

2- Móvel Marítimo;

3- Radioamador e outros.

Todos os valores ficaram fixados em R$20,00.

Para os órgãos da administração direta e indireta da União, Unidades Federativas e Municípios a antiga Resolução autorizava um desconto de 90%
do valor da outorga, mas com a Resolução 702/2018, a mesma fixa os valores em R$10,00.

PARA SERVIÇOS DE INTERESSE RESTRITO

Não há possibilidade de concessão de novo prazo para pagamento, após 30 dias do vencimento, o não pagamento acarreta a desistência do pedido.

A Resolução também alterou o DIREITO DE EXPLORAÇÃO DE SATÉLITE, ficando definido da seguinte forma:

O valor a ser pago como preço público pelo Direito de Exploração de Satélite Brasileiro e uso de radiofrequências associadas, nos casos de inexigibilidade de licitação, e pelo Direito de Exploração de Satélite Estrangeiro e uso das radiofrequências associadas será de R$ 102.677,00 (cento e dois mil, seiscentos e setenta e sete reais), independente das faixas de radiofrequências envolvidas e do prazo de validade da outorga.

Após ter sido conferido o Direito de Exploração de Satélite, brasileiro ou Estrangeiro, os pedidos que envolvam alteração de posição orbital ou acréscimo de faixas de radiofrequências implicarão a cobrança do valor indicado acima.

A prorrogação do prazo do Direito de Exploração de Satélite, Brasileiro ou Estrangeiro, e uso das radiofrequências associadas, salvo quando houver previsão diversa em editais de licitação de Direito de Exploração de Satélite Brasileiro, implicará, também, na cobrança de R$ 102.677,00 (cento e dois mil seiscentos e setenta e sete reais).

O preço público devido pelo Direito de Exploração de Satélite ou por sua prorrogação poderá ser pago em parcela única, à vista, ou em parcelas anuais iguais, desde que o valor das parcelas seja igual ou superior a R$ 500,00 (quinhentos reais). No caso de pagamento parcelado, o número máximo de parcelas anuais será igual ao prazo, em anos, do Direito de Exploração de Satélite, e o valor de cada parcela será atualizado pela taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia – SELIC, acumulada mensalmente, desde a data da publicação do extrato do Ato de Direito de Exploração de Satélite no Diário Oficial da União – DOU, até a data de vencimento da parcela.Aplica-se o valor de R$ 400,00 (quatrocentos reais) às transferências do Direito de Exploração de Satélite Brasileiro ou Estrangeiro. O inadimplemento após 30 (trinta) dias do vencimento do prazo para quitação da parcela única ou da primeira parcela anual acarreta a desistência do pedido.

Fonte: Resolução 702/2018

Texto de José Roberto Ulisses – Projetar Consultoria em Telecom

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Governo do Brasil precisa enxergar o 5G como investimento estratégico

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O 5G não vai mudar o mundo da noite para o dia, mas o novo salto tecnológico abre um universo de novas possibilidades, com impacto direto na geração de empregos e de renda, sustenta o vice-presidente e chefe de tecnologia, mídia e telecom para as Americas da consultoria Deloitte, Craig Wigginton. O executivo participou nesta terça-feira, 26/03, do Deloitte.ITC – Industry Transformation Cycle, realizado em São Paulo.

“O 5G poderá viabilizar coisas que não foram implementadas antes. Falamos de internet das coisas há muito tempo. É possível implementar IoT com 4G, mas dependendo dos elementos de conexão, dos ecossistemas envolvidos, o 5G será crucial para termos IoT de verdade. Caso dos carros autônomos, das tecnologias automatizadas em saúde, aplicações que exigem baixa latência. Você não vai querer latência em cirurgias remotas ou em carros autônomos”, afirma.

Em entrevista à CDTV, do portal Convergência Digital, o especialista assegura que haverá ganhos para os países que venham a adotar rapidamente o 5G. “Quanto mais rápido os países adotarem, melhor. Pelo mundo vemos diferentes níveis, diferentes ritmos do 4G para o 5G, ou mesmo do 3G. Para o Brasil, em particular, é uma boa oportunidade para alavancar essa nova tecnologia. Mesmo com o 4G ainda em implementação, adotar rapidamente o 5G em pelo menos áreas populosas é certamente um adicional. Porque ajuda com eficiência de espectro, eficiência de rede.”

Por esse raciocínio, é importante que os governos nacionais entendam que a implantação dessas novas redes são investimentos e não custos a serem contabilizados. “Governos devem pensar amplamente. 5G é um investimento estratégico, não um custo. Hoje é custo, mas é um investimento no futuro, com impacto no PIB, nos empregos. Há muito valor em jogo no desenvolvimento de um novo plano para a banda larga.” Assistam a entrevista exclusiva com o vice- presidente da consultoria e chefe de tecnologia, mídia e telecom para as Americas da Deloitte, Craig Wigginton.

Fonte: Convergência Digital

O projeto Amazônia conectada

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O Projeto Amazônia Conectada tem sua instituição amparada pela Portaria Interministerial Nº 586, de 22 de julho de 2015, assinada pelos ministérios da Defesa, Comunicações e Ciência, Tecnologia e Inovação.
O objetivo desse grande Projeto criado em 2015, foi expandir a infraestrutura de comunicações e contribuir para as ações do Governo Federal desenvolvidas no âmbito do Programa Nacional de Banda Larga na região Amazônica.
O Ministério da Defesa é o órgão responsável pela coordenação geral das ações entre os órgãos e entidades envolvidas.

O mapa abaixo mostra as cinco infovias que passarão pelos rios Solimões, Negro, Madeira, Juruá e Purús.

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A ideia é, assim, usar os rios para lançar os cabos pela água ou enterrá-los na estação seca em áreas que estarão inundadas na cheia. O primeiro pedacinho, de 7km, serviu de piloto e foi inaugurado – uma ligação de uma ponta a outra de Manaus pelo rio Negro, conectando o 4º Centro de Telemática à 4ª Divisão de Levantamento Geográfico, ambos do Exército.
Pelo plano, serão cinco grandes ‘troncos’ de fibras ópticas. O primeiro a partir de Coari, onde chegam fibras pelo gasoduto por onde a Petrobras escoa a produção da província de Urucu. Dali, são cerca de 220 km pelo Solimões até Tefé – o trecho de R$ 15 milhões que estava previsto para ser concluído no final de 2015, o que não ocorreu. A ideia é esticar a rede até Tabatinga, na fronteira com a Colômbia.
Outro tronco sobe o rio Negro, de Manaus até Barcelos e de lá até São Gabriel da Cachoeira. Um terceiro segue a rota do rio Madeira, passando por cidades como Autazes e Borba até Humaitá. Quarto e quinto são entroncamentos do Solimões pelos rios Juruá e Purus: em um a rede segue até Guajará; no outro, até Boca do Acre. Ao todo, 52 municípios e quase 4 milhões de pessoas.
Além do Exército e da RNP, o projeto envolve a Telebras e a empresa de processamento de dados do Amazonas, a Prodam. Cada um desses ficará com um par de fibras para conectar o que estiver sob sua responsabilidade, mas a ideia é dar sustentação no tempo pelo compartilhamento dos custos de manutenção entre todos, conforme aduz a PORTARIA NORMATIVA Nº 5/MD, DE 16 DE FEVEREIRO DE 2018 que aprova o Regimento Interno do Comitê Gestor do Projeto Amazônia Conectada, nos diz:
O MINISTRO DE ESTADO DA DEFESA, Interino, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo inciso I do parágrafo único do art. 87 da Constituição, tendo em vista o disposto na Portaria Interministerial/MD/MC/MCTI nº 586, de 22 de julho de 2015, e considerando o que consta do Processo nº 64535.047076/2017-08, resolve:
Art. 1º Fica aprovado o Regimento Interno do Comitê Gestor do Projeto Amazônia Conectada, nos termos desta Portaria Normativa.

CAPÍTULO I
COMPETÊNCIA

Art. 2º Ao Comitê Gestor do Projeto Amazônia Conectada, compete:
I – estabelecer as diretrizes gerais da gestão dos recursos orçamentários necessários à implantação da infraestrutura e à gestão dos serviços do Projeto Amazônia Conectada;
II – propor a política de utilização dos serviços da Rede do Projeto Amazônia Conectada (Rede Vitória Régia), a serem implantados pelo seu agente operador;
III – acompanhar e monitorar a implantação do projeto;
IV – articular a adesão de novos parceiros com vistas à ampliação do projeto; e
V – aprovar o plano de gerenciamento de implantação do projeto.

CAPÍTULO II
COMPOSIÇÃO
Art. 3º O Comitê Gestor é composto por representantes, sendo um titular e um suplente, de cada um dos seguintes órgãos:
I – Comando do Exército, que será seu Coordenador;
II – Secretaria-Geral do Ministério da Defesa (MD);
III – Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações; e
IV – Telecomunicações Brasileiras S.A. (Telebrás).
§ 1º Os membros do Comitê Gestor serão indicados pelos titulares dos órgãos representados e designados pelo Ministro de Estado da Defesa.
§ 2º O Comando do Exército exercerá a função de Secretaria-Executiva do Comitê Gestor, competindo-lhe prestar o apoio técnico e administrativo necessário ao desempenho de suas atribuições.
§ 3º Poderão ser convidados, com a aquiescência do Coordenador do Comitê, representantes de outros órgãos ou entidades, públicas ou privadas, para a participação nas reuniões do Comitê.
Art. 4º O Secretário Executivo será indicado pelo Coordenador do Comitê Gestor.

CAPÍTULO III
ATRIBUIÇÕES
Art. 5º Ao Coordenador incumbe planejar, dirigir, propor e orientar a execução das atividades do Comitê Gestor e, especialmente:
I – convocar o Comitê Gestor para a realização de reuniões ordinárias e extraordinárias;
II – conduzir as reuniões;
III – informar ao Ministério da Defesa sobre aspectos relativos à coordenação do Projeto Amazônia Conectada;
IV – coordenar a consolidação de matérias para debates e a elaboração das pautas das reuniões;
V – orientar a distribuição de procedimentos para instrução e exame de matérias;
VI – propor ao Comitê Gestor a participação de especialistas para assessoramento em temas específicos;
VII – orientar a redação das deliberações tomadas pelo Comitê Gestor;
VIII – encaminhar as deliberações do Comitê Gestor ao MD e demais órgãos interessados, quando for o caso;
IX – providenciar e remeter ao MD as atas das reuniões do Comitê Gestor, devidamente assinadas e validadas; e
X – decidir os temas quando houver empate na votação de matéria em discussão.
Art. 6º Aos demais membros do Comitê Gestor incumbe apreciar as matérias mediante o atendimento dos requisitos de razoabilidade, uniformidade, economicidade e eficácia, apresentando as considerações e os posicionamentos conforme o entendimento dos órgãos que representam.

CAPÍTULO IV
PRAZOS
Art. 7º Os procedimentos sujeitos ao Comitê Gestor devem obedecer aos seguintes prazos:
I – envio de matérias que exijam exame prévio por parte dos integrantes do colegiado: até vinte dias, contados da data de apresentação do relatório, do parecer e da proposta de deliberação preliminares;
II – apresentação de matéria para inclusão em pauta: até cinco dias anteriores à data de divulgação da pauta da reunião; e
III – validação e assinatura de ata de reunião: até quinze dias após a realização de reunião.

CAPÍTULO V
FUNCIONAMENTO E DAS REUNIÕES
Art. 8º O Comitê Gestor reunir-se-á ordinariamente uma vez a cada trimestre, preferencialmente nos meses de março, junho e outubro, e extraordinariamente, mediante solicitação de convocação do Coordenador ou de qualquer membro.
Art. 9º A convocação para as reuniões será encaminhada por intermédio de expediente oficial e deverá ser enviada com antecedência mínima de quinze dias corridos, acompanhada de proposta de pauta.
Parágrafo único. O Secretário Executivo enviará, também, mensagem por correio eletrônico aos interessados para a informação da convocação das reuniões.
Art. 10. O quórum mínimo para o início das reuniões será metade mais um dos integrantes do Comitê Gestor.
Art. 11. As reuniões serão iniciadas pela aprovação da pauta.
Art. 12. O Secretário Executivo encaminhará a minuta da ata de reunião a todos os integrantes do Comitê Gestor para validação e assinatura.
Parágrafo único. As atas de reunião deverão conter minimamente:
I – Data, hora e local da reunião;
II – nomes dos membros presentes e demais participantes; e
III – os temas tratados, as deliberações e os encaminhamentos.
Art. 13. Os suplentes atuarão na instrução dos procedimentos e na assistência aos respectivos membros titulares, além de representá-los quando impedidos de comparecer às reuniões.

CAPÍTULO VI
PROCEDIMENTO DELIBERATÓRIO
Art. 14. O procedimento deliberatório do Comitê Gestor contemplará o seguinte rito:
I – exame, pelo Coordenador, de matérias suscitadas de ofício ou provenientes de provocação, com reconhecimento da relevância da matéria e com atribuição do respectivo grau de sigilo, conforme o caso;
II – encaminhamento ao proponente, pelo Secretário Executivo, de matéria para elaboração de proposta de relatório, parecer e minuta de deliberação preliminar;
III – convocação para a realização de reunião ordinária ou extraordinária; e
IV – deliberação propriamente dita, seguida de proclamação do resultado e registro em ata.
Parágrafo único. Para as deliberações que resultarem em ações decorrentes para órgãos ou entidades intervenientes ao projeto, a critério do Coordenador, o Secretário-Executivo encaminhará expediente oficial aos interessados contendo dados e informações relativas às ações e medidas a serem executadas.
Art. 15. As reuniões deliberatórias somente serão realizadas com quórum mínimo equivalente a maioria absoluta de seus membros titulares ou, nas ausências destes, de seus suplentes oficialmente indicados.
Art. 16. Caso os dois membros, titular e suplente, estejam presentes à sessão deliberatória, ambos poderão participar da mesma, porém, terá direito a voto apenas o membro titular.
Art. 17. As deliberações somente serão homologadas quando as matérias examinadas obtiverem anuência de metade mais um dos membros presentes.
§ 1º As votações para deliberação serão sempre abertas.
§ 2º O Secretário Executivo do Comitê Gestor não terá direito a voto.

CAPÍTULO VII
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 18. Para proporcionar rapidez dos procedimentos, as comunicações entre os membros do CG serão feitas também por meio eletrônico, respeitada a legislação em vigor e observada a classificação sigilosa do documento.
Parágrafo único. As comunicações por correio eletrônico não terão caráter deliberatório ou decisório.
Art. 19. Este Regimento deverá ser revisado e atualizado sempre que necessário, mediante proposta do Comitê Gestor.
Art. 20. A participação no Comitê Gestor será considerada prestação de serviço público relevante, não remunerada.
Art. 21. Os casos omissos serão resolvidos pelo Coordenador do Comitê Gestor.
Art. 22. Esta Portaria Normativa entra em vigor na data de sua publicação.
O custo hoje está estimado em R$ 1 bilhão, o programa Amazônia Conectada infelizmente avança lentamente. Segundo Roberta Prescott “é bem lenta a construção da rede de fibra ótica que levará conectividade internet banda larga à população da região amazônica”.
O projeto para a construção das cinco infovias passará pelos rios Solimões, Negro, Madeira, Juruá e Purús e terá um custo estimado em R$ 1 bilhão, conforme explicou Marco Aurélio Montoro Filho, da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), em palestra durante o IX (PTT) Fórum 10, encontro dos Sistemas Autônomos da Internet no Brasil, realizado em 2016.
Apenas uma parte do que será a primeira das cinco infovias planejadas dentro do programa Amazônia Conectada foi entregue até o ano de 2018. Duzentos e trinta e cinco quilômetros de cabos de fibra ótica foram lançados em março deste ano passado, no trecho entre Coari e Tefé no rio Solimões. O trajeto total da infovia Solimões interligará Manaus e Tabatinga com 1.600 km de extensão e investimentos estimados em R$ 300 milhões.
Os benefícios do projeto são enormes e atingirá um número substancial de pessoas, mas a morosidade e custos do projeto são altíssimos para um PROVEDOR DE INTERNET, podemos até dizer que chega a ficar inviável a participação dos mesmos excluindo-os de terem uma oportunidade de crescimento com suas empresas.

Fonte: Ministério das Comunicações, ANATEL, CONVERGÊNCIA DIGITAL, IMPRENSA NACIONAL, ABRANET, AMAZONA CONECTADA E DEFESA AÉREO E NAVAL.

Leonardo Euler Morais é o novo presidente da Anatel até 2021

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FONTE: ANATEL

Foi publicada nesta última segunda-feira, dia 5, no Diário Oficial da União, a nomeação de Leonardo Euler de Morais ao cargo de Presidente do Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
O mandato de Morais vai até o início de novembro de 2021 e substitui Juarez Quadros, que assumiu em outubro de 2016. O novo presidente da Anatel é formado em Ciências Econômicas e mestre em Economia pela Universidade de Brasília.
O economista trabalha na Anatel desde 2006. Mais recentemente, vinha atuando como membro do conselho administrativo e relator de processos.
Segundo a Agência Estado, ele postulou pela vaga de presidente com Moisés Queiroz Moreira, indicado pelo atual ministro da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, Gilberto Kassab. Os dois passaram por uma sabatina no Senado, que elegeu o novo presidente.

ANATEL TEM NOVO PRESIDENTE E É CONTRA LIMITAR INTERNET FIXA.
Fonte: ANATEL

Leonardo Euler de Morais foi nomeado nesta segunda-feira, 5, como novo presidente do conselho da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Numa sabatina no Senado em 2016, Morais se declarou contra o limite de dados na internet fixa – pelo menos, por enquanto.
Em 2016, quando a polêmica em torno do limite de dados na internet estava em alta, a Anatel decidiu, por liminar, proibir que as operadoras começassem a adotar esse limite. Uma decisão final sobre o assunto foi adiada para 2019. Enquanto isso, a proibição por liminar continua valendo.
Morais era candidato a uma cadeira no conselho administrativo da Anatel em dezembro de 2016 quando foi sabatinado por senadores da Comissão de Serviços de Infraestrutura. Em resposta às perguntas dos parlamentares, o economista se disse a favor da decisão da Anatel na época.
“Eu considero que a decisão do Conselho Diretor foi correta quando avocou o processo para si e proibiu, por tempo indeterminado, a implementação de quaisquer restrições associadas à franquia associada à precificação baseada em uso até que ela se manifeste de forma derradeira sobre o tema”, declarou Morais na ocasião.
Em outras palavras, Morais se apresentou a favor da proibição enquanto o tema não é debatido de forma mais ampla, o que só deve acontecer em 2019. De todo modo, o novo presidente da Anatel disse, na ocasião, que a decisão sobre o assunto deve levar em conta os interesses dos consumidores e também das operadoras.
“Eu sinto que o conjunto de opções de escolha do consumidor não pode ser limitado nessa discussão, que envolve, sem dúvida, aspectos econômicos, aspectos técnicos e aspectos consumeristas, aspectos legais, mas, com toda a complexidade que essa discussão tem, e como abarca não apenas o Brasil, mas também outros lugares do mundo, eu acho que nós temos que atuar nesse sentido de não restringir o conjunto de escolhas dos consumidores.”

Nova Lei Geral das Telecomunicações
Leonardo é a favor do Projeto de Lei da Câmara n° 79, de 2016. O PLC, que tramita há quase três anos no Congresso, propõe mudar o regime de outorga de serviço de telecomunicações. A partir dele, operadoras teriam que receber só uma autorização, e não uma concessão pública, para atuar no Brasil.
O PLC 79/2016 está, atualmente, no Senado, e não tem sido muito popular entre eleitores que deram sua opinião sobre o tema no site da Casa. O projeto de lei foi apreciado pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática do Senado na semana passada, mas após pedido de vista, não há prazo para ele voltar ao debate.
Num artigo publicado no LinkedIn, Euler se disse a favor de projetos de lei que promovam a “modernização” do setor de telecomunicações no Brasil. “Quando editada a Lei Geral de Telecomunicações, em 1997, a principal preocupação era a universalização da telefonia fixa individual e os terminais de uso público (conhecidos como ‘orelhões’). Transcorridos quase 20 anos da desestatização do setor, a evolução da tecnologia e do mercado alterou radicalmente o panorama setorial e as prioridades das políticas públicas”, escreveu ele em abril deste ano.
“A aprovação do PL será o passo inicial para a construção de um cenário de ampliação do acesso à banda larga, com efeitos no crescimento de outros mercados e da economia de Estados e Municípios”, acrescentou Euler. Na sabatina do Senado em 2016, ele também disse que “a proposta legislativa é fundamental para atrair investimentos e dinamizar o setor a partir de uma solução que atenda ao interesse público”.

Anatel vai usar inteligência artificial no atendimento a usuários

A Anatel publicou um chamamento para conhecer soluções de mercado para a aquisição do assistente virtual inteligente e de uma ferramenta de monitoramento de redes sociais. A ideia é adotar sistema de inteligência artificial no atendimento à população, especialmente pela preferência dos canais digitais.
Segundo balanço da Anatel, os atendimentos realizados por meio de canais digitais, seja pelo portal na internet ou pelo aplicativo “Anatel Consumidor”, já representam 42% do total, acima dos 37% do ano passado e em nítido crescimento ao longo da última década.
Em julho, foram 107 mil dos 253 mil atendimentos realizados. E a expectativa é que nos próximos meses os canais digitais seja responsáveis por 55% dos atendimentos. Daí o interesse no que a agência chama de “assistente virtual inteligente para tornar o atendimento digital mais amigável à população”.
Até aqui a Anatel buscou cotações junto a 43 fornecedores. As empresas interessadas têm até a próxima segunda, 27/8, para se manifestar sobre a consulta que, como ressalta a agência, se trata tão somente de um mecanismo de consulta e não representa ainda qualquer compromisso de compra.
Segundo a superintendente de Relações com os Consumidores, Elisa Leonel, a contratação do sistema “faz parte das ações da Anatel para atender as expectativas dos cidadãos de um atendimento mais ágil e simples”. Para isso, foram estudadas experiências do Ministério do Planejamento e do Poupa Tempo, portal de serviços do governo do estado de São Paulo.
A Anatel quer que o assistente virtual entenda a intenção do usuário quando faz uma pergunta. Mesmo com o avanço da inteligência artificial e do atendimento online, a Anatel não fechará a central de atendimento telefônico acessível pelo número 1331 e, para pessoas com deficiência auditiva,  pelo 1332. “Tem uma vasta parcela da população que ainda depende do Call Center. Enquanto houver cidadãos que precisam, a Anatel vai manter o atendimento tradicional”, explicou a superintendente.
Já a ferramenta de monitoramento de redes sociais deverá permitir a publicação e a distribuição de conteúdo informativo, além de identificar menções à Anatel para subsidiar futuras ações de comunicação, atividades realizadas no momento por servidores da agência.
* Com informações da Anatel
Fonte: Convergência Digital


Prejuízo acelera processo de venda da Nextel Brasil


A NII Holdings iniciou “discussões estratégicas” sobre o futuro de sua unidade Nextel no Brasil,revelou o diretor financeiro da companhia, Daniel Freiman. O executivo não quis falar sobre valores ou interessados, mas há rumores que TIM e Telefônica/Vivo disputariam a aquisição do ativo. O processo está sendo conduzido pela Rothschild & Co.

A NII Holdings registrou um prejuízo de US$ 20 milhões (R$ 80 milhões), justificado pelo desligamento completo da rede iDEN, voltada para trunking A Nextel Brasil apresentou adição líquida de 65,7 mil assinantes 3G/4G no segundo trimestre de 2018 e churn na base de assinantes 3G/4G de 2,75%, uma redução de 78 pontos base em relação ao mesmo período do ano anterior.

No período, houve migração de 31,5 mil assinantes da rede iDEN para a rede 3G/4G, um aumento de 12,0 mil assinantes quando comparado ao mesmo período do ano anterior. A Nextel Brasil concluiu o desligamento de sua rede iDEN ao final do segundo trimestre.

“Seguimos executando bem o nosso plano e aumentamos nossa base de assinantes nesse trimestre”, destaca Roberto Rittes, CEO da Nextel Brasil. “Tivemos uma adição líquida de 65,7 mil assinantes no trimestre, chegando a um aumento acumulado de 158,6 mil assinantes no ano, a maior adição líquida semestral dos últimos quatro anos. Nossa expectativa é gerar uma adição líquida de assinantes semelhante no segundo semestre do ano”.

No segundo trimestre, a receita média mensal por assinante (ARPU) da Nextel Brasil foi de US$ 15, o custo por adição bruta (CPGA) foi de US$ 58 e o custo médio por usuário (CCPU) foi de US$ 13. A Nextel Brasil é o que restou para a NII Holdings na América Latina, após as vendas das operações no Peru, Chile e no México, esta última vendida para a AT&T por US$ 1,9 bilhão há três anos.
 

Fonte: Convergência Digital

Maioria dos passageiros trocaria comida por internet em voos

Uma pesquisa global sobre conectividade patrocinada pela Inmarsat indica que a oferta de WiFi à bordo já é fundamental na escolha da companhia aérea. Segundo esse estudo, 80% disseram que é mais provável fazer nova reserva em uma empresa se houvesse disponibilidade de acesso a internet.

Os números foram levantados pela empresa britânica Populus para a quarta edição da Pesquisa Global de Conectividade a Bordo e refletem 9.341 entrevistas realizadas entre abril e maio deste 2018 ao redor do mundo. Eles sugerem que a demanda pela conexão é tanta que 54% abririam mão das refeições nos voos se isso garantisse a oferta de WiFi, enquanto 60% dispensariam bebidas alcoólicas pelo mesmo motivo.

Na América Latina, 69% descrevem WiFi nos voos como essencial para melhorar a experiência do passageiro e motivar a fidelidade. A internet é considerada o terceiro fator mais importante para os passageiros na região, atrás apenas da reputação da empresa e da bagagem despachada gratuitamente.

Os passageiros latino-americanos tendem a utilizar o WiFi a bordo mais do que quaisquer outros passageiros em todo o mundo; nove em dez passageiros na região (94%) usariam o Wi-Fi a bordo se estivesse disponível em seu próximo voo. E 95% dos passageiros em viagem de negócios ou viajando com crianças e usuários entre 18 e 30 anos na região planejam usar o serviço se ele for oferecido no próximo voo.

O Wi-Fi a bordo também poderia resultar em viagens de negócios mais produtivas, visto que mais de oito em dez viajantes de negócios (84%) na região usariam o Wi-Fi a bordo para continuar trabalhando no avião. O acesso ao Wi-Fi também é um fator importante para os passageiros ansiosos, pois que mais da metade (56%) disse que usaria a tecnologia para manter o contato com familiares e amigos no solo.

Fonte: Convergência Digital

CADE adota inteligência artificial para agilizar combate aos cartéis

Com ferramentas de aprendizado de máquina, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica se vale da inteligência artificial para tentar identificar combinações entre agentes econômicos, ou seja, a difícil tarefa de apontar a formação de cartéis.

“É uma coisa difícil de apurar. Ao contrario do que as pessoas imaginam, uniformidade de preços não comprova cartel, porque pode ser uma combinação explícita, tácita ou até a competição perfeita, ou ainda a própria regulação. Mas existem efeitos mensuráveis do comportamento colusivo no regime de preços que são improváveis de acontecer em um mercado competitivo”, disse Bruno Garcia, da superintendência geral do Cade.

Como explicou durante seminário promovido pelo TSE sobre uso de IA na administração pública, o sistema usa análise de dados para verificar o que chamou de anomalias. “A necessidade de coordenação entre os agentes econômicos provoca uma menor variação de preços. Diminui a frequência de variação de preços, quando a margem está inflada, não ha repasse instantâneo das variações de custos para os preços.”

Por exemplo, a partir da pesquisa semanal de preços da Agência Nacional de Petróleo, o Cade desenvolveu um “filtro de variância” para o mercado de combustíveis. “Recebemos inúmeras reclamações de todos os municípios reclamando ao Cade sobre a existência de cartel, por isso criamos o filtro para priorizar algumas dessas reclamações”, revelou.

“Buscamos anomalias estatísticas, empresas atuando diferente de outas ou delas mesmas. Também faz isso a partir de informações de compras públicas. Analisa lances, verifica lances que não são verdadeiramente competitivos mas apenas para simular uma competição. O governo é particularmente vulnerável a carteis, pela previsibilidade, pela flexibilidade de demanda”, diz o analisa do Cade.

Segundo ele, “o desafio é de aceitação de evidencias estatísticas pelos tribunais e mesmo pela corte administrativa. A própria população grande permite a ocorrência de eventos improváveis, como ganhar na loteria. Então o foco do projeto tem sido pegar evidências indiretas que confirmam eventuais denúncias ou servem de indício para um mandado de busca que pode ir buscar evidências in loco”, explicou Garcia.

Fonte: Convergência Digital

Criação de armas em impressoras 3D é barrada nos EUA

Na semana passada, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos autorizou a distribuição de arquivos com instruções para a criação de armas em impressoras 3D em casa, mas um juiz federal de Seattle, no estado de Washington, derrubou a decisão neste final de mês dia 31/07.

O juiz atendeu a um pedido feito por oito procuradores-gerais de oito estados norte-americanos contra a medida, que permitiria que qualquer pessoa baixasse e criasse armas de fogo em casa, sem nenhum tipo de regulamentação.

“Armas impressas em 3D são armas funcionais que em geral não são reconhecidas por detectores de metais, por serem feitas de outros materiais (como plástico), além de não ser possível rastreá-las, já que elas não contêm número de série,” diz um documento preparado pelo grupo de procuradores gerais e que foi entregue ao juiz federal. “Qualquer pessoa com acesso a arquivos CAD e uma impressora 3D pode produzir, ter ou vender essas armas,” continua.

A decisão do Departamento de Justiça beneficiou uma empresa chamada Defense Distributed, que criou instruções e arquivos CAD para a criação de armas domésticas. Cody Wilson, criador da arma chamada Liberator, é um dos defensores da medida. Ele ganhou autorização para publicar os arquivos na web a partir do dia primeiro de agosto de 2018, mas os documentos foram disponibilizados durante o fim de semana e baixado por milhares de pessoas.

Agora, com a decisão do juiz federal, o site com as instruções para a criação de armas em casa foi tirado do ar. No entanto, é possível que os arquivos baixados por outras pessoas sejam distribuídos ilegalmente.

Apesar da legislação dos Estados Unidos ser bastante aberta em relação ao porte de armas, a questão das armas feitas em impressoras 3D é bastante polêmica. O próprio presidente Donald Trump se mostrou contra a decisão – no Twitter, ele disse que a distribuição desses arquivos “não faz muito sentido”.

A proibição da distribuição dos arquivos ainda não é definitiva e voltará a ser discutida em um tribunal de Seattle no dia 10 de agosto.

Fonte: Olhar Digital