Teles comemoram redução do ICMS em 22 estados e DF

Por oito votos a três, o Supremo Tribunal Federal decidiu ser inconstitucional a majoração do ICMS para serviços de telecomunicações e energia elétrica para além da alíquota geral em cada estado da federação. A decisão, em ação que é específica para Santa Catarina, mas tem repercussão geral, vai influenciar processos em outros 21 estados além do Distrito Federal.

As maiores operadoras de telecom do país, por meio do sindicato nacional Conexis, festejaram o resultado, cujo efeito prático deverá ser a redução de alíquotas atualmente cobradas. Em telecom, a maioria dos estados cobra 25% a 37%, mas a posição do STF implica em que esses percentuais são inconstitucionais e devem recuar ao patamar das alíquotas gerais, predominantemente entre 17% e 18%.

“O julgamento reforçou que os serviços de telecomunicações são essenciais, fato que ficou ainda mais evidente com a pandemia do coronavírus. Apesar de a conectividade ser fundamental para o cidadão, o setor é um dos mais tributados do país, com tributação semelhante à cobrada por itens como tabaco e bebidas”, destacou a Conexis, em nota sobre o julgamento do Recurso Especial 714139.

Esse processo foi movido contra o estado de Santa Catarina pelas Lojas Americanas, mas a mesma empresa tem ações em outros 21 estados e no Distrito Federal. A decisão do Supremo, que acolheu o caso como repercussão geral, significa que a empresa será vitoriosa em todos os demais processos sobre o mesmo assunto.

Prevaleceu a tese proposta pelo relator do RE, o agora ex-ministro Marco Aurelio Mello. “Adotada, pelo legislador estadual, a técnica da seletividade em relação ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços — ICMS, discrepam do figurino constitucional alíquotas sobre as operações de energia elétrica e serviços de telecomunicação em patamar superior ao das operações em geral, considerada a essencialidade dos bens e serviços.”

O relator foi acompanhado por José Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Edson Fachin, Rosa Weber, Luiz Fux e Nunes Marques. Alexandre de Moraes abriu divergência, mas somente por entender que as alíquotas diferenciadas nos serviços de energia elétrica são legais – em telecomunicações, ele acompanhou Marco Aurelio Mello. Gilmar Mendes e Luis Roberto Barroso votaram na mesma linha divergente. Com a maioria definida, falta ainda a modulação, em especial para apontar a partir de quando o entendimento vigora – as Americanas pediam devolução do pago a mais nos últimos dez anos.

Fonte: Convergência Digital

Light e Prefeitura do Rio removem cabos de teles e ISPs dos postes

A Light, concessionária de energia do Rio de Janeiro, e a Secretaria de Conservação (Seconserva) da Prefeitura do Rio deram início à retirada de cabos de redes de telecomunicações dos postes da distribuidora. Todo o material que oferecer risco ao sistema elétrico de distribuição de energia será removido. A ação começou nesta quarta-feira, 17/11, no bairro de Jacarepaguá.

A distribuidora informou que todas as operadoras que possuem contratos com a Light foram notificadas sobre as providências que deveriam ser tomadas antes do início das operações. “Redes instaladas em desacordo com as normas técnicas, assim como as ligações clandestinas, comprometem a estrutura dos postes, podem provocar interrupções no fornecimento de energia e acidentes ”, detalha Janine Santos, gerente de Serviços e Atendimento ao Cliente da Light.

A secretária de Conservação, Anna Laura Secco, ressalta a importância do projeto. “A ação em Jacarepaguá é o começo de um trabalho que vai abranger diferentes pontos da cidade. Trabalharemos junto com a Light para acabar com a desordem da fiação irregular, que desafia o poder público, põe os cidadãos em risco e compromete a paisagem”, afirma ela.

A Light destaca ainda que há a presença de reservas técnicas, rolos de cabos extras instalados pelas operadoras nos postes. Esta fiação, segundo a distribuidora, fica embolada, ou enrolada, e pode ser encontrada na parte baixa dos postes. Todo esse material pertence às companhias como as de telefonia, internet e de TV a cabo, sendo delas a responsabilidade pela manutenção.

Segundo ainda a Light, quando uma irregularidade é identificada, a distribuidora notifica as empresas. Caso as empresas não atendam as demandas da distribuidora, a Light remove os cabos irregulares. O material retirado dos postes é descartado por empresa devidamente certificada pelo INEA (Instituto Estadual do Ambiente).

Crise permanente

Em seminário promovido pelo portal Tele.Síntese, em outubro, o conselheiro da Anatel, Emmanoel Campelo, foi taxativo: “o problema nos postes é que tem dois atores – Anatel e Aneel -, e cada um tem seus interesses”. O executivo adicionou. “A questão do preço é um problema sério. Concessionárias colocavam preço que inviabilizava a colocação de rede por novos provedores. Tem que haver um esforço de convencimento. A Aneel até tem tido boa vontade, mas encontra resistência interna”.

Conforme estimativas da  Anatel, são necessários R$ 20 bilhões para a “limpeza” dos fios nos postes das concessionárias elétricas, custos que não teriam contrapartida de qualquer receita adicional para as operadoras de telecomunicações. O problema estaria concentrado em 25% das cidades brasileiras – ou exatamente 1.400 municípios – atingindo 13% da base instaladas de postes, que somam hoje 46 milhões em todo o país. Havia uma negociação entre Anatel e Aneel para se ter uma ação conjunta neste semestre, mas até agora não houve avanço.

O problema se arrasta desde 1999, quando foi publicada a resolução conjunta numero 1, de 24 de novembro de 1999, envolvendo Aneel, Anatel e ANP para o compartilhamento de postes, mas até agora essa resolução não foi regulamentada.

*Com informações da rádio CBN, da Light e do Jornal O DIA

Fonte: Convergência Digital

Acordo entre G20 e OCDE cria taxa global de 15% para gigantes da internet

Um conjunto de 136 países, Brasil incluído, parece próximo de um acordo histórico, apoiado pelas nações da OCDE e também do G20, com quatro exceções, que mira especialmente as grandes empresas digitais multinacionais com uma taxa mínima de 15% e a exigência de que esses grupos recolham tributos nos países onde atuam.

“O acordo histórico, aceito por 136 países e jurisdições que representam mais de 90% do PIB global, também vai realocar mais de US$ 125 bilhões de lucros [R$ 700 bilhões) de cerca de 100 das maiores e mais lucrativas multinacionais para países em todo o mundo, garantindo que essas empresas paguem uma parte justa dos impostos onde quer que operem e gerem lucros ”, disse a OCDE em um comunicado nesta sexta, 8/10. Quênya, Nigéria, Paquistão e Sri Lanka não aceitaram o acordo.

O primeiro pilar do acordo, explica a OCDE, é que os direitos de tributação sobre mais de US$ 125 bilhões de lucro devem ser realocados nas jurisdições de mercado a cada ano. Espera-se que os ganhos de receita dos países em desenvolvimento sejam maiores do que os das economias mais avançadas, como proporção das receitas existentes.

O acordo alcançado estabelece um percentual de 25% de realocação desses “lucros excedentes”. Os países em desenvolvimento, entre eles o Brasil, defendiam a realocação de 30% dos lucros excedentes, enquanto nações como EUA e França defendiam o percentual de 20%.

Não é o ideal, como destacou o ministro da Economia da Argentina, Martin Guzmán, para quem os países do G20 foram “forçados a escolher entre algo ruim e algo pior. Pior é não conseguir nada. Ruim é o que estamos recebendo. É muito pouco”. Afinal, uma pesquisa da Oxfam estima que uma taxa de 20% teria impacto líquido negativo para 52 países em desenvolvimento.

O segundo pilar introduz uma alíquota global mínima de imposto sobre as empresas, fixada em 15%. A nova taxa mínima de imposto será aplicada a empresas com receita acima de EUR 750 milhões (cerca de R$ 5 bilhões) e estima-se que gere cerca de US$ 150 bilhões em receitas fiscais globais adicionais anualmente. Para a OCDE, “outros benefícios também surgirão com a estabilização do sistema tributário internacional e com o aumento da segurança tributária para os contribuintes e as administrações tributárias”.

Em contrapartida a essa nova ‘taxa’ internacional, os países se comprometem a eliminar os impostos digitais que tenham instituído unilateralmente (“digital sales taxes”) e a não instituir novos impostos desse tipo. Essa foi uma condição imposta pelos EUA.

Essas são as linhas mestras do acordo para uma taxa global sobre gigantes multinacionais – em geral dos EUA – que recolhem impostos considerados muito pequenos para a dimensão de seus faturamentos. Os trabalhos técnicos continuam em busca do detalhamento da solução e para os instrumentos visando a sua implementação, prevista para 2023.

Naturalmente, um passo fundamental para o sucesso de qualquer acordo desse tipo é a ratificação desse acordo pelo Congresso dos Estados Unidos – algo ainda em dúvida. Sem isso, o mais provável é que, ao contrário de restringir, haja uma proliferação das taxas sobre vendas digitais em cada país – passo já existente em economias como França, Reino Unido ou Índia.

As perspectivas são de que o acordo seja finalizado pelos ministros das finanças do G20 em uma reunião na próxima semana, em Washington, antes da aprovação final prevista em uma cúpula dos líderes do G20 marcada para 30 e 31 de outubro em Roma.

* Com informações da OCDE, CNN e Financial Times

Fonte: Convergência Digital

TCU quer usar FUST para financiar transformação digital no governo

O Tribunal de Contas da União acaba de fazer um raio-x no processo de transformação digital do governo federal que aponta para o corte de recursos, em que pese o crescimento da demanda turbinado pela Covid-19. Ao destacar que falta dinheiro para garantir a interoperabilidade de sistemas e o compartilhamento de dados na administração, o TCU apontou uma sugestão ao governo: usar recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações, Fust.

“Muito grave é a redução progressiva de recursos para as iniciativas de transformação digital como um todo, evidenciada no presente trabalho. Já em 2020, a dotação inicial das ações orçamentárias com essa finalidade havia sido reduzida em quase 70% em relação ao ano anterior, passando de R$ 93 milhões para R$ 29 milhões”, aponta o relator do Acórdão 2279/21, Aroldo Cedraz.

“Paradoxalmente, embora o cenário de crise sanitária permaneça vigente e em total desrespeito ao já mencionado princípio do não-retrocesso, a dotação aprovada na LOA 2021 para as ações do governo digital foi de apenas R$ 26 milhões, 10% abaixo do já insuficiente valor original do exercício de 2020”, completa o ministro.

Como mencionado, o trabalho foca especialmente na interoperabilidade de sistemas e no compartilhamento de dados entre órgãos, que fazem parte do sistema Conecta Gov e são considerados essenciais para garantir a prerrogativa legal de que o cidadão não precise reapresentar um documento ou informação que o Estado já possui. Nessa linha, o TCU chama a atenção dos custos com APIs – notadamente do Serpro e da Dataprev – que vem sendo superior às dotações orçamentárias.

“A falta de recursos no Programa Conecta pode implicar retrocesso em serviços públicos já digitalizados”, diz o relator. E em que pese ser “compreensível que o Governo Federal se veja obrigado a fazer escolhas difíceis em termos orçamentários”, sustenta que os cortes tendem a “sacrificar todo um esforço de transformação”. Ele conclui que “havendo um consumo maior do que o previsto nos contratos do Conecta, corre-se o risco de não haver recursos disponíveis para fazer frente às demandas de compartilhamento de dados que são originadas na prestação dos serviços públicos, impactando diretamente o cidadão”.

É a partir dessa avaliação que o Acórdão sugere ao governo usar o FUST para bancar ações de digitalização, a começar pelo compartilhamento de dados. “É importante mencionar uma alteração legislativa recente, que tratou da destinação do FUST , promovida pela Lei 14.109/20. Essa última lei alterou as finalidades do fundo, instituiu um Conselho Gestor para administrá-lo e orientar a sua utilização, e permitiu que os seus recursos possam ser utilizados também para financiar programas e ações de Transformação Digital”.

Daí a conclusão que, “desta forma, a desvinculação de recursos do FUST operada pela Lei 14.109/2020 se constitui em oportunidade valiosa para o governo federal empreender um planejamento consistente e robusto para fazer frente aos desafios da Transformação Digital da administração pública, endereçando as principais dificuldades que vêm sendo apontadas pelo TCU nos acompanhamentos das iniciativas estruturantes que estão a cargo da SGD/ME”.

Fonte: Convergência Digital

No varejo, de custo, Internet passou a ser investimento prioritário

Com a pandemia da covid-19, varejistas de todos os portes e dos mais variados segmentos se viram diante da necessidade de impulsionar ou começar a usar o canal digital em nome da sobrevivência. Determinar diretrizes fez-se fundamental, tais como prover uma navegabilidade amigável, apresentar as informações de forma clara e proporcionar uma boa experiência aos clientes, permitindo a interação.

Neste contexto, contar com link de internet de qualidade ficou essencial. “A disponibilidade de link de qualidade virou preponderante nesse cenário. Os varejistas passaram a olhar o link não como despesa, mas como investimento”, diz Alexandre Coelho, Gerente Executivo da TBNet.

Ele explica que a conexão deve ter alta disponibilidade para, por exemplo, não cair no meio de uma transação financeira. Além disso, deve ser uma conexão segura para não colocar em risco os dados. “O LinkBooster TBNet, que desenvolvemos, é uma solução de conectividade baseada em duas operadoras móveis e com isso, hoje, entregamos 99,8% de disponibilidade”, afirma.

Antes do cenário de pandemia, o LinkBooster TBNet já entregava muito valor aos varejistas com altos índices de disponibilidade que garantem a melhor conexão entre pontos comerciais, filiais com escritórios centrais, Data Centers nos ambientes dos clientes ou serviços em nuvem. Com a nova realidade, outra característica da solução também ganhou muito destaque, a agilidade.

“O varejo precisou, assim como restante da sociedade, migrar para um formato digital com rapidez e esse foi um casamento perfeito para o que oferecemos. Enquanto uma operadora de Telecom tradicional leva até 60 dias para entregar um novo circuito de conectividade, o LinkBooster TBNet pode ser instalado de um dia para o outro, sem a necessidade de passagem de cabos ou serviços de alvenaria no cliente, tornando-se uma solução, inclusive, sustentável para o meio ambiente”, explica. “Em uma única visita, o técnico de campo TBNet efetua a viabilidade técnica, instalação e ativação do link, enquanto outras operadoras com tecnologia física, efetuam 2 visitas ou mais para fazer vistoria técnica para passagem da cabos e ativação do link”, acrescenta.

Coelho explica que muitos clientes ainda possuem link físico sem redundância ou, em alguns casos, usam um modem 4G como backup, com o chip de uma operadora específica. No momento de um incidente com interrupção do link, ele vai precisar de um backup efetivo, correndo o risco de a operadora do chip não ter cobertura de sinal apropriado na localidade afetada, gerando um prejuízo com impacto financeiro e ao negócio do cliente.

“Nossa solução é nativa de dupla abordagem. O técnico de campo sempre anda com chips das quatro operadoras móveis e, através de uma ferramenta específica desenvolvida junto a uma parceira “startup”, roda testes de benchmark com eles para analisar e classificar aquelas operadoras com melhor nível de sinal, latência e outros parâmetros técnicos. Ele sempre vai deixar as duas melhores operadoras ativadas no modem. Se cair a operadora A, já comuta para a segunda operadora e a troca é imperceptível para as aplicações”, diz.

Diversas empresas vêm implementando o SDWan como solução redundante, principalmente para pontos com consumo de dados elevado, com segregação por QoS do tráfego de diversas aplicações por links distintos. “Nossa solução LinkBooster já vem sendo aplicada em soluções SDWan em alguns clientes, tanto como link principal, link secundário e para ambos, como o caso de uma agência totalmente wireless em um de nossos clientes do mercado financeiro” diz Coelho. Seja qual for o prisma que se olhe, a demanda por conectividade será cada vez maior. Além do custo, soluções com alta disponibilidade e redundantes se tornam primordiais.

Fonte: Convergência Digital

Cabo de fibra óptica da EllaLink tem 100 Tbps de capacidade na ligação Brasil e Europa

A EllaLink ativou o primeiro cabo submarino de fibra óptica de alta capacidade que conecta diretamente o Brasil à Europa. A Cable Landing Station (CLS) — ponto de ancoragem dos cabos EllaLink –, localizada na Praia do Futuro, na capital cearense, está abrigada nas instalações da Telxius, empresa parceira que também monitora outros cabos submarinos que saem de Fortaleza – com 14 cabos, a capital cearense é o maior hub do mundo de conexão de fibra óptica. O investimento feito foi de 1 bilhão de reais.

Com capacidade de 100 terabits por segundo (Tbps), o cabo EllaLink representa a abertura da primeira rota de conexão direta de alta capacidade com a Europa – até junho, quando entrou em operação, todas as conexões de cabos submarino de fibra óptica de última geração entre os dois continentes passavam majoritariamente pelos Estados Unidos. Ao todo, são 6 mil quilômetros de cabos entre Fortaleza e Sines, em Portugal, sob as águas do Oceano Atlântico. Os cabos contêm 4 pares de fibra óptica — cada fibra tem a espessura de um fio de cabelo.

“É uma imensa alegria para nós, da EllaLink, disponibilizar essa conexão direta do Brasil com a Europa, sem depender dos Estados Unidos, unindo duas culturas muito próximas, como a brasileira e a portuguesa, e também a da América Latina com a da Espanha”, disse o diretor Brasil da EllaLink, Rafael Lozano.

O governador do Ceará, Camilo Santana, reportou que, agora, negocia com a AWS, a criação de um Data Center na capital cearense. “Não queremos ser apenas receptores e transmissores de grande quantidade de dados, queremos que as grandes empresas de tecnologia e de informação estejam presentes aqui no Ceará e, para isso, precisamos investir em capacitação de profissionais de TI”, ressaltou.

A CLS que foi visitada pelo governador e comitiva serve de hub de conexão do cabo EllaLink para os dois lados do Atlântico, estendendo a transmissão de dados da capital cearense para São Paulo e Rio de Janeiro, no Brasil, e de Sines a Lisboa, Madri e Marselha, do lado europeu.

Um dos beneficiários do novo cabo da EllaLink é o Consórcio BELLA (Building the Europe Link to Latin America), formado por comunidades de pesquisa e educação europeias e latino-americanas, que necessitavam de uma rede de fibra óptica que suporte a transmissão de grande quantidade de dados com baixa latência para trocar informações e estudos sobre vários temas, como o das mudanças climáticas.

Cliente-âncora da Ellalink, o BELLA é formado pelas redes acadêmicas da Europa (Géant) e da América Latina (RedCLARA).  A nova rota do cabo EllaLink será fundamental para a comunidade científica dos dois continentes. Vários trabalhos científicos de peso terão seus dados e resultados compartilhados em tempo real pelo BELLA, com a ajuda do cabo EllaLink. Um deles é o Copernicus, Programa de Observação da Terra da União Europeia que monitora em tempo real efeitos das mudanças climáticas.

O cabo EllaLink também vai facilitar acesso a informações dos projetos de física de altas energias envolvendo o Grande Colisor de Hádrons (LHC), o acelerador de partículas da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN), e os dados fornecidos pelo telescópios ópticos e de rádio da European Southern Observatory (ESO), no Chile, entre eles do telescópio Cherenkov Telescope Array (CTA).

Fonte: Convergência Digital

Senado decide se proteção de dados pessoais é um direito essencial ao brasileiro

O Senado vai analisar novamente a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 17/2019, que torna a proteção de dados pessoais, inclusive nos meios digitais, um direito fundamental e remete privativamente à União a função de legislar sobre o tema. Essa proposta, de autoria do senador Eduardo Gomes (MDB-TO), foi apresentada e aprovada no Senado em 2019. Em seguida, foi enviada à Câmara dos Deputados, que aprovou o texto, com mudanças, na última terça-feira (31). Por causa dessas alterações, a matéria volta agora para a análise dos senadores.

A PEC foi aprovada na Câmara na forma de um substitutivo (texto alternativo) do deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP), que relatou o texto na comissão especial criada para analisar o tema. Segundo o texto aprovado, também caberá à União organizar e fiscalizar a proteção e o tratamento de dados pessoais, nos termos da lei.

Uma das principais mudanças feitas pelo substitutivo foi retirada que previa a criação de um órgão regulador na forma de uma entidade independente, integrante da administração pública federal indireta e submetida a regime autárquico especial, indepedente até da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Para Orlando Silva, relator do tema na Câmara Federal, a PEC “coloca o Brasil na fronteira da legislação” sobre proteção de dados pessoais. Ele lembrou que o país já conta com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e possui, como órgão fiscalizador, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Fonte: Convergência Digital

Telefónica vai vender conexões B2B da Viasat no Brasil

A Viasat anunciou um novo acordo para revenda das conexões em banda larga via satélite que a empresa americana oferece no Brasil a partir do satélite da Telebras. A nova parceria comercial é com a Telefónica Global Solutions, braço da operadora espanhola para atacado, roaming e multinacionais.

“Esse é um acordo de abrangência nacional, para clientes corporativos, de forma a termos uma abrangência maior e focado em pequenas e médias empresas, que principalmente após a pandemia sentiram necessidade de se conectar. Temos cobertura nacional e a Telefónica nos dá capilaridade”, explica o diretor geral da Viasat Brasil, Leandro Gaunszer.

Segundo ele, há dois perfis de alvos preferenciais: pequenas e médias empresas nas áreas fora dos grandes centros ou com empresas que participam de licitações, precisam cobrir um determinado número de pontos, para as quais a solução satelital é um complemento importante.

A empresa já tem parcerias de distribuição com a Ruralweb e com a Sky, essa voltada a clientes residências. “No novo modelo, a gente vende alguns serviços acordados no atacado para a Telefónica e a partir daí ela revende esse serviço. A gente vem numa toada de crescimento, muito focada no residencial, mas tem potencial no B2B, seja para quem tem só alternativa de Banda Ku ou não tem infraestrutura rural para atender”, completa o executivo.

Em que pese as conexões de Banda Ka permitirem maiores taxas de transmissão, permitindo a oferta de acessos a até 30 Mbps, o diretor geral da Viasat diz que para o mercado satelital o mais importante é o volume de dados incluído na franquia mensal do serviço.

“O foco é na capacidade, porque o que realmente importante é o tamanho da franquia. Foi algo que percebemos e fizemos essa mudança, desde março, no nosso portfolio. Comunicar a velocidade de certa forma não traz a clareza que o consumidor quer. O cliente quer entender que tem 20 GB, 80 GB, 160 GB. Do contrário, acaba se frustrando”, diz Gaunszer.

Fonte: Convergência Digital

PIX já é três vezes maior que as transações de DOC e TED

Menos de um ano em funcionamento e o PIX mantém ritmo acelerado de adesão e supera em muito os tradicionais meios de pagamentos no país. Até junho deste ano, o Pix registrou movimentação de R$1,6 trilhão por meio de 2,4 bilhões de operações bancárias.

O volume de transações até a data estudada superou em quase três vezes as operações feitas com TED e DOC no período, considerando os dados somados. Foram realizados 99 milhões de movimentações usando TED e 743 milhões utilizando o DOC.

Os dados, que foram apurados e divulgados pela Fiquem Sabendo, agência de dados especializada na Lei de Acesso à Informação (LAI), também mostram que os valores envolvidos nos pagamentos com Pix são muito superiores às outras formas de pagamento. Enquanto o Pix está na marca de R$1,6 trilhão, o TED alcançou R$4,7 bilhões e o DOC R$70,4 milhões.

O estudo revelou também que os estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, respectivamente, foram os que mais movimentaram quantias com o meio de pagamento. A capital de São Paulo está em destaque quando o assunto é a aderência ao método, que no mês de lançamento registrou 3,1 milhões de operações e em junho disparou para 82,3 milhões.

Fonte: Convergência Digital

Serpro escolhe Claro e Vivo para parcerias em internet das coisas

O Serpro selecionou 16 empresas para o desenvolvimento de parcerias de negócios em sistemas de gerenciamento de dispositivos da internet das coisas. Entre elas, duas das grandes operadoras de telecomunicações do país, Vivo e Claro.

A seleção faz parte de um chamamento público da estatal dentre três com diferentes abordagens de negócios para internet das coisas. No caso, esse chamamento (121/21) envolve a exploração de uma plataforma de gerenciamento de IoT.

“A atuação em parceria se dará para a construção de produto a ser comercializado em modelos de negócios a serem construídos pelas empresas em conformidade com as suas políticas e negociações, estando estes modelos sujeitos a aprovação dentro dos processos inerentes a cada empresa”, explica o Serpro.

Além de Claro e Vivo, o repositório de parceiros potenciais do Serpro nesse campo inclui V2COM, Maxinst, Sigmais, Magna, PTLS (Logicalis), Sonda-CTIS, Thingable, Tk Tecnologies, Firts Decision, Scipopulis, Levertech, Movttel, Mestria, Innovotec.

Fonte: Convergência Digital