Claro reage à Oi; oferece 500 Mega e reduz custo do pacote de ultra banda larga

Numa reação ao desembarque da Oi em São Paulo, a Claro anunciou nesta quinta-feira, 28/04, que também vai oferecer internet de 500 Mega para os seus clientes e com preços abaixo do anunciado pela rival.

“A Claro reforça planos que unem altas velocidades, serviços digitais e os melhores conteúdos. E para levar, com qualidade, o máximo da experiência e do sinal a toda a casa, oferecemos soluções pioneiras de conectividade como o Wi-Fi Mesh, com todo suporte e comodidade de contratar diretamente com a Claro”, explica Fábio Nahoum, diretor de Produtos e Proposta Valor da Claro.

Com cerca de 10 milhões de residências conectadas em todo o país, conforme dados da Anatel, a Claro renovou o portfólio de altas velocidades e passa a oferecer, a partir de agora, planos de até 500 Mega, disponíveis em todo o país, em um portfólio ainda mais completo, para todos os perfis de consumo. Veja opções:

500 Mega: a partir R$ 159,99/mês na oferta combinada – Agora disponível em todo o Brasil, esse novo plano é a opção mais premium de conectividade da Claro. É ideal para quem quer jogar online, assistir streaming de vídeos em 4K por múltiplos dispositivos, realizar download de grandes arquivos e ainda fazer backup na nuvem.

250 Mega: a partir R$ 99,99/mês na oferta combinada – Substituindo a oferta atual de 240 Mega, sem custo adicional, esse novo plano é ideal para streaming de vídeo e downloads por múltiplos devices, além de trabalho remoto e ensino à distância.

E essas novas velocidades não serão exclusivas para novos assinantes. Clientes atuais da banda larga da Claro poderão solicitar a qualquer momento uma atualização dos seus planos em todos os canais de relacionamento da operadora.

Fonte: Convergência Digital

TCU vê risco de Justiça parar 5G por disputa com satélites

O Tribunal de Contas da União teme atrasos na implementação do 5G no Brasil por conta de questionamentos judiciais do setor de satélites sobre a indenização pela Banda C estendida, entre 3.625 MHz e 3.700 MHz. Os receios foram divididos com atores públicos e privados e reforçados no painel realizado pela Corte de Contas sobre o edital.

A preocupação levou o TCU a questionar a Anatel sobre mudanças nos lotes da faixa de 3,5 GHz, particularmente porque a fatia “suja”, hoje em uso por operadoras de satélites, mas que precisa ser esvaziada para destinação à telefonia móvel, está no lote destinado às prestadoras de pequeno porte. O Tribunal chegou até a sugerir inversão na ordem dos lotes.

Ao TCU, entidades representativas do setor de satélites juraram que não têm intenção de judicializar o tema, mas reconheceram a impossibilidade de assegurar que as empresas individualmente não vão tentar o caminho processual a fim de discutir o quanto vão receber a título de indenização.

A faixa de 3,5 GHz é a principal fatia do espectro para aplicações de quinta geração. O edital prevê cinco lotes, de 80 MHz cada, entre 3,3 GHz e 3,7 GHz, sendo que o quinto deles pega exatamente uma fatia de especial litígio – os mencionados entre 3.625 MHz e 3.700 MHz. E especial porque se trata de um problema criado pela própria Anatel.

No fim de 2019, a agência favoreceu empresas de satélite ao aumentar o prazo de licenças de exploração, com impacto no naco agora discutido (a partir de 3.625 MHz). A medida foi objeto de um movimento inusitado no regulador, um recurso dentro do Conselho Diretor que apontou a ilegalidade na decisão e defendeu a anulação do ato.

Tal recurso não vingou e o efeito prático é que o direito que se encerraria em 2020 foi ampliado até 2025. E é por aí que as empresas entendem terem direito à indenização por que a Anatel decidiu incluir essa fatia do espectro no edital do 5G. Mas enquanto a agência cobrou entre R$ 1,1 milhão e R$ 1,5 milhão pelo direito ampliado, os valores buscados como indenização pela “perda” desse espectro variam de R$ 300 milhões a quase R$ 800 milhões.

O receio de uma paralisação judicial tem potencial para envolver, portanto, mais do que o valor em si, mas a própria prorrogação do direito de exploração satelital. E vai daí que uma possível redução na oferta da faixa de 3,5 GHz – excluindo-se o último lote, por exemplo – tenha entrado no radar do Tribunal de Contas da União.

Fonte: Convergência Digital

IHS ainda negocia com a TIM, mas compra mais 602 torres no Brasil

O provedor de infraestrutura de telecomunicações IHS Towers adicionou 819 torres ao seu portfólio na América Latina, com o objetivo de aumentar sua presença na região.

Em comunicado enviado ao mercado nesta segunda-feira, 12/04, a empresa diz que o negócio inclui a aquisição de 602 torres no Brasil e 217 na Colômbia da operadora de torres Centennial Towers, elevando seu portfólio total para mais de 29.700 torres em nove mercados. Após a transação, a Centennial Towers ficará operando apenas no México, consistindo em aproximadamente 800 torres.

A IHS Towers disse que a mudança estava alinhada com sua estratégia de crescimento, reforçando sua posição e “expertise central” em ambos os países. A IHS Towers negocia com a TIM para a aquisição da unidade de fibra ótica da operadora, mas até o momento, o negócio não foi fechado. A FiberCo terá foco na construção de infraestrutura de última milha – seja com fibra até a residência (FTTH) ou fibra até o gabinete (FTTc).

A operadora da torre acrescentou que a aquisição a colocaria em uma boa posição para oferecer suporte a lançamentos de 5G no Brasil e na Colômbia, fornecendo novos locais para transmissão e distribuição de sinal, juntamente com suporte de implantação de fibra.

O presidente da IHS Towers e CEO do grupo, Sam Darwish, destacou a América Latina como uma “região-chave” e disse que a empresa continuará aumentando sua presença de mercado no território. O provedor entrou na América Latina em fevereiro de 2020, comprando cerca de 2.300 torres no Brasil da Cell Site Solutions.

Fonte: Convergência Digital

STJ mantém multa de R$ 50 milhões contra a TIM por interrupção de chamadas

O Superior Tribunal de Justiça confirmou a condenação da TIM, ainda de outubro de 2018, que entendeu como prática abusiva a interrupção automática das chamadas da promoção Infinity. Com isso, o STJ manteve a multa, à época aplicada pelo TJDFT, de R$ 50 milhões.

De acordo com a Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon) do Ministério Público do Distrito Federal, o valor da condenação corrigido pode chegar a R$100 milhões. Para o promotor Paulo Binicheski, a decisão do STJ é histórica e uma grande vitória para o consumidor. “Acredito que seja a maior indenização por danos morais a ser paga por uma empresa de telefonia no Brasil”.

Segundo o relator, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, “no plano individual, é inequívoco o dano causado aos consumidores, além de serem vítimas da propaganda enganosa, tiveram que refazer a ligação para continuar a chamada em virtude da interrupção culposa e/ou dolosa do serviço, mormente àqueles integrantes dos planos Infinity, arcando novamente com o custo do primeiro minuto de ligação”.

Em 2009, a TIM passou a oferecer o Plano Infinity com a promessa de ligações ilimitadas ao custo fixo de R$ 0,25 pelo primeiro minuto. Os demais minutos seriam de graça, desde que gerados para outro número da mesma operadora. Segundo a Anatel, a promoção acabou por sobrecarregar o sistema, causando a interrupção das chamadas.

Em 2013, a 1ª Prodecon ajuizou ação civil pública contra a empresa devido às quedas de ligações e à má qualidade do sinal. O inquérito levou em consideração os relatos de consumidores sobre os serviços da operadora. Na sentença de 1ª instância, a Justiça reconheceu a prática abusiva. Na decisão de outubro de 2018, a 5ª Turma Cível fixou a condenação em R$ 50 milhões por dano moral coletivo, a ser destinado ao Fundo de Defesa do Consumidor do Distrito Federal.

As ações usam uma nota técnica da Anatel que implicava a TIM em interrupção intencional das chamadas. A empresa nega. “A TIM sempre negou e segue negando veementemente qualquer evento de derrubada intencional de chamadas do plano Infinity. O assunto foi esclarecido há quase uma decada e a própria Anatel já confirmou, em 2013, a inexistência de qualquer indício de queda proposital de ligações”, diz a operadora em nota a esta Convergência Digital.

Relatório

O caso remonta aos idos de 2010 e 2011, quando a TIM lançou o mencionado plano Infinity, que não cobrava por minuto, mas por chamada. A promessa era que independentemente do tempo da ligação, ela só custaria R$ 0,25. Foi um sucesso de vendas. Mas uma tempestade de relações públicas. Começaram a aparecer queixas de que as chamadas eram cortadas depois de 1h20 de duração.

Vale o registro de que as condenações judiciais contra a TIM se sustentam em um relatório de fiscalização realizado em 2012 pela Anatel, que acusava a operadora de derrubar as ligações deliberadamente. O documento dizia expressamente que “a prestadora está desconectando usuários Infinity de forma proposital para que os mesmos realizem uma nova chamada para completar a conversa”.

Acontece que o Conselho Diretor da agência descartou aquele relatório um ano depois. A conclusão final do processo administrativo aberto contra a TIM foi de que não era possível demonstrar tratamento discriminatório da empresa contra os clientes Infinity porque tecnicamente a central de comutação não teria como distingui-los. A empresa se salvou no âmbito administrativo. Mas não no Judiciário.

* Com informações do MPDFT

Fonte: Convergência Digital

Anatel abre consulta para discutir R$ 2,7 bilhões em taxas de telecom

A Anatel recebe até 26 de abril contribuições da sociedade em consulta sobre as taxas incidentes sobre serviços de telecomunicações. A agência prepara uma Análise de Impacto Regulatório sobre o tema e argumenta na consulta que “a majoração de tributos sobre esses serviços age como um fator inibidor” sobre cobertura e preços.

São pelo menos R$ 2,7 bilhões por ano em arrecadação considerando-se as principais taxas do setor: Fust, Fistel, Condecine e CFRP, cujos valores arrecadados em 2020 foram de R$ 900,1 milhões; R$ 813,5 milhões; R$ 787 milhões e R$ 222,3 milhões, respectivamente.

As contribuições à Tomada de Subsídios devem se dar em forma de respostas as questões apresentadas no documento. As perguntas abrangem o atual sistema tributário próprio ao setor de telecomunicações, o redesenho do sistema tributário próprio ao setor de telecomunicações, a arrecadação institucional, questões federativas de ordem fiscal e redefinição da carga tributária.

O documento informa que na AIR, a qual as contribuições da Tomada de Subsídios serão endereçadas, vai ser realizada uma análise geral do sistema tributários do setor e também responder se é desejável mudar e como se daria a mudança do sistema tributário.

O texto da Tomada de Subsídios registra que uma redução da carga tributária pode gerar benefícios para a economia. “Ao diminuir o custo de aquisição de informações, telefones celulares, por exemplo, reduzem os custos de transação, criando oportunidades para transações adicionais e, portanto, contribuem para a eficiência econômica e o crescimento.”

Fonte: Convergência Digital

Anatel: Carga tributária sobre telecom subiu para 43,6% em 2020

Um relatório da Anatel compara dados internacionais para mostrar que o Brasil não apenas se mantém no topo entre os países com maior carga tributária sobre telecomunicações como vai na contramão da maioria ao aumentar os impostos sobre serviços como telefonia celular e banda larga.

“O Brasil continua com uma alta carga tributária relativa em telecomunicações, em comparação com os demais países. Em telefonia móvel o Brasil está no grupo dos 5% de países com maior carga tributária, e em banda larga fixa o Brasil tem a maior tarifação do ranking da UIT”, diz o Relatório de Nível de Carga Tributária e Custos de Cestas de Serviços (em PDF).

Como aponta a Anatel, “de 2019 para 2020, na análise feita pela UIT, houve uma dinâmica de maior concentração de países em menor carga tributária”. Ou seja, mais países passaram a cobrar menos, “especificamente com aumento percentual de países com carga tributária de 0% a 10% e redução de percentual de países com carga tributária de 10% a 20%”. Essa migração de faixas de carga tributária se deu em ambos os serviços: telefonia móvel e banda larga fixa.

No Brasil, na mesma passagem de 2019 para 2020, no entanto, a carga tributária média aumentou 0,4%. O movimento foi consequência de um aumento do ICMS médio nacional em 0,22% e à nova ponderação dos estados em função de alteração da quantidade de acessos. “A carga tributária ad valorem média de telecomunicações para o consumidor brasileiro é da ordem de 43,6%.”

Já os custos das cestas de serviços, tanto em telefonia móvel quanto em banda larga fixa, praticamente não se alteraram, considerando os dados de 2018 e 2019. Considerando-se o ranking de preços de cestas de serviço, “em telefonia móvel o Brasil estava na 83ª posição e subiu para a 63ª. Em banda larga fixa o Brasil evoluiu da 75ª para a 45ª posição”, diz a Anatel.

O Brasil é o 6º maior mercado em telefonia móvel no mundo – atrás de China, Índia, EUA, Indonésia e Rússia – e o 5º maior mercado nacional em banda larga fixa, depois de China, EUA, Japão e Alemanha.

Fonte: Convergência Digital

Celulares: dólar alto e mercado cinza impactam vendas no Brasil

O mercado celular também sofreu os impactos da pandemia de covid, mas bem menos do que se esperava. Com um total de 48.744.173 milhões de aparelhos vendidos no Brasil em 2020, o ano fechou em queda de 8% e ficou em linha com o movimento mundial, que recuou 7%. “Quando a pandemia começou, projetamos três cenários: otimista, pessimista e provável. Em linha com o mercado, a tendência era de um cenário provável, com queda de 19%, mas felizmente o mercado reagiu muito melhor, o celular se mostrou como um dispositivo ainda mais indispensável e iniciativas de fomento ao consumo, como a liberação do auxílio emergencial, equilibraram a categoria”, explica Renato Murari de Meireles, analista de pesquisa e consultoria em Mobile Phones & Devices da IDC Brasil.

Segundo Meireles, o resultado de vendas de celulares no Brasil em 2020 é reflexo de todo um contexto, que vai da aceleração tecnológica provocada pela pandemia à alta do dólar, do comportamento dos entrantes na era digital aos hábitos de compra de usuários que já estão em seu quarto ou quinto aparelho. “Dificilmente há um único fator para justificar um movimento de mercado, mas para fechar a conta de 2020 é preciso ainda mais moderação. No segundo semestre, por exemplo, o mercado apontou uma curva em “V”, com uma queda acentuada provocada pelo fechamento dos comércios, e uma rápida recuperação após a sua abertura.

A IDC lembra ainda que houve uma demanda inesperada por parte do consumidor, provocando uma crise de supply (abastecimento) em nível global, com falta de componentes na indústria e,consequentemente, queda de produtos ofertado no varejo. O analista da IDC acrescenta que o e-commerce foi outro aliado que ajudou na retomada da categoria. “Há uma relação fiel e cultural do brasileiro em buscar as lojas físicas como opção de compras, mas com o período de lojas fechadas ele se rendeu aos canais de vendas on-line, ainda que nem sempre tenha encontrado o aparelho que queria pelo preço que gostaria”. Segundo ele, nem a Black Friday foi tão boa como em anos anteriores e também sofreu com a falta de produtos .

Ainda para contextualizar o ambiente em que se deu a queda do mercado, Meireles lembra das cotações históricas do dólar no período. O ticket médio cresceu 24% no ano de 2020, enquanto em 2019 essa média não passou de 3%”, Ainda assim, os modelos que mais cresceram em vendas em 2020 na comparação com 2019 foram os da faixa de preço entre R$ 1.100 e R$ 1.999 (83%) e de R$ 2.000 a R$ 2.999 (88%), mostrando a disposição do consumidor em adquirir um aparelho melhor, com mais recursos.

“A pandemia acelerou a adoção da tecnologia em todos os sentidos. Para videoconferências de trabalho, aulas remotas, streaming nos momentos de lazer e até atividades simples como pedir comida aumentaram o uso de aplicativos. O celular ficou ainda mais indispensável. Idosos, por exemplo, que ainda resistiam, migraram do feature phone para o smartphone ou investiram em um aparelho melhor com o recurso do WhatsApp, por exemplo, para falar com filhos e netos”, reforçou o analista da IDC Brasil.

Dos aparelhos vendidos em 2020, 46.176.185 foram smartphones e 2.567.988 feature phones, representando, respectivamente, quedas de 6% e 34% em relação a 2019. Nesses volumes de vendas estão incluídos os aparelhos comercializados no mercado cinza (3,8 milhões de smartphones e 204 mil feature phones), que embora tenham registrado queda ainda são um problema que impacta tanto os negócios dos fabricantes e varejistas que operam legalmente como na arrecadação de impostos e na segurança do consumidor.

“Graças a uma mobilização da indústria, do comércio, associações e governos, principalmente os market places diminuíram suas ofertas de produtos não oficiais e de origem duvidosa, e a partir do 3º trimestre observamos uma desaceleração do grey market. Para se ter ideia, no 4º trimestre a queda nas vendas de feature phones que entraram ilegalmente no país ou mesmo falsificados foi de 64% e a de smartphones de 48%. No entanto os números do grey market ainda são preocupantes e o consumidor precisa se conscientizar e suspeitar sempre quando o preço for muito inferior ao praticado pelo mercado”, informa Meireles.

De outubro a dezembro de 2020, foram vendidos 13.390.500 milhões de aparelhos, 7% a menos do que no mesmo período de 2019. Desse total, foram 11.927.642 smartphones no mercado oficial e 702.558 no mercado cinza, e 717.646 feature phones no mercado oficial e 42.654 no grey market. No período, a receita foi de R$ 20,5 bilhões, 19% maior do que no 4º trimestre do ano passado.

A pandemia de covid continuará provocando efeitos no mercado de celular, mas não responderá sozinha pelo desempenho do setor em 2021. O valor do dólar, o consequente repasse de preços e a desconfiança do consumidor também contribuirão para um crescimento tímido, de 3% no mercado oficial e 4,5% no mercado cinza. “O consumidor está cauteloso, e a indústria e o varejo têm equilibrado melhor suas ofertas”, explica Meireles.

A IDC Brasil também prevê que, neste e nos anos seguintes, a demanda por smartphone será ainda maior ante a procura por feature phones. “A indústria tem investido no design, recurso e em tecnologias para manter os feature phone atrativos, como o KaiOS e aplicativos embarcados, mas o estudo IDC Consumer Behavior 2020 apontou que os consumidores planejam gastar mais no próximo celular em relação ao que gastaram em seu atual, mostrando a importância que os smartphones ganharam, às vezes até como substituto dos computadores”. O IDC Consumer Behavior 2020 foi realizado entre dezembro de 2020 e janeiro deste ano, com mais de 1200 representantes das gerações Z, Y, millenials e baby boomers, de ambos os sexos e de todas as regiões do país.

 

Fonte: Convergência Digital

Com Covid-19, telecom volta a ser campeã de reclamações

O setor de telecomunicações voltou ao topo do ranking de reclamações dos consumidores em 2020. Os dados divulgados nesta segunda, 15/3, pela Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça, mostram que 3,2 milhões de brasileiros se queixaram nos Procons de todo o país e na plataforma online Consumidor.gov.br. Mais de dois em cada cinco deles, contra serviços e empresas de telecom.

“Telecomunicações segue liderando o ranking. E isso tem uma explicação bastante lógica. Boa parte dos brasileiros permaneceu em casa e fez bastante uso de telefonia, de pacotes de serviços, banda larga, internet. As demandas em telecomunicações seguem liderando o ranking do Sindec”, afirmou a secretária nacional do consumidor, Juliana Domingues.

De um lado, o ano foi atípico porque os próprios Procons tiveram que suspender atendimento ao longo de 2020 – e o resultado foi uma queda de 2,59 milhões para 2,06 milhões de reclamações nas unidades estaduais ou municipais de atendimento ao consumidor. Já no portal Consumidor.gov.br, cresceram 35%, para 1,19 milhão.

Telecom se destacou em ambos os caminhos, representando 18,3% das queixas nos Procons e 26,6% no portal de mediação consumerista. Do universo de 3,2 milhões de reclamações, telecom concentrou 693 mil. Telefonia celular, telefonia fixa, aparelho celular, telefonia pós paga, pacotes de serviços (combo) e internet fixa são os temas mais comuns. Problemas de cobrança envolvem 4 de cada queixas, seguidos de problemas em contratos, má qualidade e atendimento.

O setor de telecomunicações, no entanto, também manteve-se como aquele com melhores índices de resolução de conflitos, seja nos Procons (88%) ou pelo portal Consumidor.gov.br (90%) – bem acima das médias de ambos, 74,8% e 78,4%, respectivamente.

Considerando-se os Procons, o setor de telecomunicações também concentra as empresas mais reclamadas do país. A exceção em 2020 foi o topo do ranking, com a distribuidora de energia paulista Enel figurando em primeiro lugar por conta dos erros nas cobranças ocorridas em meados do ano passado. As quatro posições seguintes, porém, foram ocupadas, respectivamente, por Oi (com 89.602 reclamações), Vivo (88.046), Claro (88.274) e TIM (68.465). Juntas, representam 28% das 1,19 milhão de queixas nas unidades.

“É um setor extremamente demandado porque é o tipo de serviço que usamos a todo momento. Não é preciso dizer que o telefone celular se tornou uma longa manus no mundo inteiro. E o fato de estarmos isolados e adotando medidas de distanciamento social maximizou a utilização de serviços de internet, de banda larga”, apontou a secretaria Juliana Domingues.

Fonte: Convergência Digital

Superintendência Geral do Cade vai apurar venda da Oi Móvel

A Superintendência Geral do Cade decidiu investigar a venda da Oi Móvel para o consórcio de concorrentes, a partir de representação proposta pela Algar. Com isso, o órgão antitruste segue o mesmo caminho adotado pelo Ministério Público Federal junto ao mesmo Cade, no fim de 2020.

“Determino a instauração de procedimento administrativo para apuração de ato de concentração, com vistas a investigar possível consumação da operação envolvendo as empresas Telefônica Brasil S.A., TIM S.A. e Claro S.A., em face do que consta aos autos”, firmou a superintendente geral substituta Patricia Sakowski, em decisão de 8/3, referindo-se à representação da Algar.

A empresa apresentou ao Cade uma nota técnica, do professor de Direito Econômico da USP e ex-conselheiro do CADE, Alessandro Octaviani, que argumenta o prejuízo à competição com a redução de quatro para três operadoras nacionais de telefonia celular.

“Considerando a gravidade do caso, em que conduta privada já está modulando as condições de competição no mercado, reduzindo a concorrência, com potencial de gerar danos atuais e futuros de difícil ou até mesmo impossível reparação, cabe ao CADE impor, em tempo econômico, medidas de tutela de urgência com o fulcro de preservação das condições concorrenciais e prevenção de novos danos ao mercado”, diz o parecer, para arrematar que “a decisão mais adequada é a suspensão, pela aplicação do vasto leque de medidas de urgência ao dispor das autoridades, do leilão que se está fazendo à revelia do disposto e cogente na Lei de Defesa da Concorrência”, sustenta a nota técnica.

Fonte: Convergência Digital

Banda larga fixa é o serviço pior avaliado pelos consumidores

Único serviço em crescimento contínuo de clientes nos últimos anos, a banda larga fixa é também o único que os consumidores avaliam estar piorando, pelo menos desde 2015, quando a Anatel começou a fazer pesquisas anuais de satisfação. Enquanto a telefonia fixa, a móvel pós e pré paga, e a TV por assinatura têm notas crescentes, a internet fixa regrediu.

Segundo dados divulgados pela agência nesta segunda, 8/3, em 2015 os brasileiros davam nota 6,58 para a banda larga fixa, em escala de 0 a 10. Esse número variou desde lá, mas encerrou 2020 em 6,51. Enquanto isso, todos os demais evoluíram:

Nesse período, a banda larga fixa cresceu em mais de 5 milhões de acessos – encerrando 2020 com 36 milhões de conexões ativas. Mas enquanto as queixas de telefonia e TV estão mais relacionadas à cobranças e atendimento, o acesso à internet é o serviço com mais queixas sobre funcionamento, reparos e religamentos.

“A Banda Larga Fixa reverteu a tendência de alta que registrava desde 2017, piorando em cinco dos sete indicadores de qualidade percebida, além de satisfação geral, quando nacionalmente consolidados. Além disso, continua sendo o serviço com as piores avaliações na maioria dos indicadores, enquanto a Telefonia Celular (em ambas as modalidades) continua a destacar-se com as maiores notas em geral”, diz o relatório da Anatel.

Para a superintendente de relação com os consumidores da Anatel, Elisa Leonel, essa percepção de qualidade está relacionada à própria importância das conexões fixas no dia a dia, particularmente a partir do isolamento a partir da pandemia de Covid-19.

“A banda larga fixa passou a ser o principal serviço, no sentido em que ancora outros serviços e plataformas para uso na vida, no lazer, no trabalho e no ensino. Portanto essa percepção em relação à banda larga fixa é algo que também nos desafia”, resumiu.

Como destacado pelo gerente de Interações Institucionais, Satisfação e Educação para o Consumo da agência, Fabio Koleski, apesar da percepção negativa, os indicadores da Anatel sugerem que a qualidade do serviço melhorou, ao menos do ponto de vista técnico.

“O número global de reclamações continuou igual, mas cresceram as reclamações sobre banda larga, especialmente com relação ao funcionamento do serviço de banda larga fixa. Por outro lado, não vimos nos indicadores de rede, interrupções sérias, apesar do aumento no tráfego, não houve nenhum incidente mais grave. Os indicadores até melhoraram. Mas o consumidor reclamou mais.”

Para a Anatel, dois pontos merecem atenção aí: há um maior estresse pela dependência da internet no cotidiano, seja escolar ou profissional, e com várias conexões simultâneas na mesma residência; por outro lado, falta clareza das operadoras na hora de ofertar os planos.

Fonte: Convergência Digital