Anatel vai usar inteligência artificial no atendimento a usuários

A Anatel publicou um chamamento para conhecer soluções de mercado para a aquisição do assistente virtual inteligente e de uma ferramenta de monitoramento de redes sociais. A ideia é adotar sistema de inteligência artificial no atendimento à população, especialmente pela preferência dos canais digitais.
Segundo balanço da Anatel, os atendimentos realizados por meio de canais digitais, seja pelo portal na internet ou pelo aplicativo “Anatel Consumidor”, já representam 42% do total, acima dos 37% do ano passado e em nítido crescimento ao longo da última década.
Em julho, foram 107 mil dos 253 mil atendimentos realizados. E a expectativa é que nos próximos meses os canais digitais seja responsáveis por 55% dos atendimentos. Daí o interesse no que a agência chama de “assistente virtual inteligente para tornar o atendimento digital mais amigável à população”.
Até aqui a Anatel buscou cotações junto a 43 fornecedores. As empresas interessadas têm até a próxima segunda, 27/8, para se manifestar sobre a consulta que, como ressalta a agência, se trata tão somente de um mecanismo de consulta e não representa ainda qualquer compromisso de compra.
Segundo a superintendente de Relações com os Consumidores, Elisa Leonel, a contratação do sistema “faz parte das ações da Anatel para atender as expectativas dos cidadãos de um atendimento mais ágil e simples”. Para isso, foram estudadas experiências do Ministério do Planejamento e do Poupa Tempo, portal de serviços do governo do estado de São Paulo.
A Anatel quer que o assistente virtual entenda a intenção do usuário quando faz uma pergunta. Mesmo com o avanço da inteligência artificial e do atendimento online, a Anatel não fechará a central de atendimento telefônico acessível pelo número 1331 e, para pessoas com deficiência auditiva,  pelo 1332. “Tem uma vasta parcela da população que ainda depende do Call Center. Enquanto houver cidadãos que precisam, a Anatel vai manter o atendimento tradicional”, explicou a superintendente.
Já a ferramenta de monitoramento de redes sociais deverá permitir a publicação e a distribuição de conteúdo informativo, além de identificar menções à Anatel para subsidiar futuras ações de comunicação, atividades realizadas no momento por servidores da agência.
* Com informações da Anatel
Fonte: Convergência Digital


Prejuízo acelera processo de venda da Nextel Brasil


A NII Holdings iniciou “discussões estratégicas” sobre o futuro de sua unidade Nextel no Brasil,revelou o diretor financeiro da companhia, Daniel Freiman. O executivo não quis falar sobre valores ou interessados, mas há rumores que TIM e Telefônica/Vivo disputariam a aquisição do ativo. O processo está sendo conduzido pela Rothschild & Co.

A NII Holdings registrou um prejuízo de US$ 20 milhões (R$ 80 milhões), justificado pelo desligamento completo da rede iDEN, voltada para trunking A Nextel Brasil apresentou adição líquida de 65,7 mil assinantes 3G/4G no segundo trimestre de 2018 e churn na base de assinantes 3G/4G de 2,75%, uma redução de 78 pontos base em relação ao mesmo período do ano anterior.

No período, houve migração de 31,5 mil assinantes da rede iDEN para a rede 3G/4G, um aumento de 12,0 mil assinantes quando comparado ao mesmo período do ano anterior. A Nextel Brasil concluiu o desligamento de sua rede iDEN ao final do segundo trimestre.

“Seguimos executando bem o nosso plano e aumentamos nossa base de assinantes nesse trimestre”, destaca Roberto Rittes, CEO da Nextel Brasil. “Tivemos uma adição líquida de 65,7 mil assinantes no trimestre, chegando a um aumento acumulado de 158,6 mil assinantes no ano, a maior adição líquida semestral dos últimos quatro anos. Nossa expectativa é gerar uma adição líquida de assinantes semelhante no segundo semestre do ano”.

No segundo trimestre, a receita média mensal por assinante (ARPU) da Nextel Brasil foi de US$ 15, o custo por adição bruta (CPGA) foi de US$ 58 e o custo médio por usuário (CCPU) foi de US$ 13. A Nextel Brasil é o que restou para a NII Holdings na América Latina, após as vendas das operações no Peru, Chile e no México, esta última vendida para a AT&T por US$ 1,9 bilhão há três anos.
 

Fonte: Convergência Digital

Maioria dos passageiros trocaria comida por internet em voos

Uma pesquisa global sobre conectividade patrocinada pela Inmarsat indica que a oferta de WiFi à bordo já é fundamental na escolha da companhia aérea. Segundo esse estudo, 80% disseram que é mais provável fazer nova reserva em uma empresa se houvesse disponibilidade de acesso a internet.

Os números foram levantados pela empresa britânica Populus para a quarta edição da Pesquisa Global de Conectividade a Bordo e refletem 9.341 entrevistas realizadas entre abril e maio deste 2018 ao redor do mundo. Eles sugerem que a demanda pela conexão é tanta que 54% abririam mão das refeições nos voos se isso garantisse a oferta de WiFi, enquanto 60% dispensariam bebidas alcoólicas pelo mesmo motivo.

Na América Latina, 69% descrevem WiFi nos voos como essencial para melhorar a experiência do passageiro e motivar a fidelidade. A internet é considerada o terceiro fator mais importante para os passageiros na região, atrás apenas da reputação da empresa e da bagagem despachada gratuitamente.

Os passageiros latino-americanos tendem a utilizar o WiFi a bordo mais do que quaisquer outros passageiros em todo o mundo; nove em dez passageiros na região (94%) usariam o Wi-Fi a bordo se estivesse disponível em seu próximo voo. E 95% dos passageiros em viagem de negócios ou viajando com crianças e usuários entre 18 e 30 anos na região planejam usar o serviço se ele for oferecido no próximo voo.

O Wi-Fi a bordo também poderia resultar em viagens de negócios mais produtivas, visto que mais de oito em dez viajantes de negócios (84%) na região usariam o Wi-Fi a bordo para continuar trabalhando no avião. O acesso ao Wi-Fi também é um fator importante para os passageiros ansiosos, pois que mais da metade (56%) disse que usaria a tecnologia para manter o contato com familiares e amigos no solo.

Fonte: Convergência Digital

CADE adota inteligência artificial para agilizar combate aos cartéis

Com ferramentas de aprendizado de máquina, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica se vale da inteligência artificial para tentar identificar combinações entre agentes econômicos, ou seja, a difícil tarefa de apontar a formação de cartéis.

“É uma coisa difícil de apurar. Ao contrario do que as pessoas imaginam, uniformidade de preços não comprova cartel, porque pode ser uma combinação explícita, tácita ou até a competição perfeita, ou ainda a própria regulação. Mas existem efeitos mensuráveis do comportamento colusivo no regime de preços que são improváveis de acontecer em um mercado competitivo”, disse Bruno Garcia, da superintendência geral do Cade.

Como explicou durante seminário promovido pelo TSE sobre uso de IA na administração pública, o sistema usa análise de dados para verificar o que chamou de anomalias. “A necessidade de coordenação entre os agentes econômicos provoca uma menor variação de preços. Diminui a frequência de variação de preços, quando a margem está inflada, não ha repasse instantâneo das variações de custos para os preços.”

Por exemplo, a partir da pesquisa semanal de preços da Agência Nacional de Petróleo, o Cade desenvolveu um “filtro de variância” para o mercado de combustíveis. “Recebemos inúmeras reclamações de todos os municípios reclamando ao Cade sobre a existência de cartel, por isso criamos o filtro para priorizar algumas dessas reclamações”, revelou.

“Buscamos anomalias estatísticas, empresas atuando diferente de outas ou delas mesmas. Também faz isso a partir de informações de compras públicas. Analisa lances, verifica lances que não são verdadeiramente competitivos mas apenas para simular uma competição. O governo é particularmente vulnerável a carteis, pela previsibilidade, pela flexibilidade de demanda”, diz o analisa do Cade.

Segundo ele, “o desafio é de aceitação de evidencias estatísticas pelos tribunais e mesmo pela corte administrativa. A própria população grande permite a ocorrência de eventos improváveis, como ganhar na loteria. Então o foco do projeto tem sido pegar evidências indiretas que confirmam eventuais denúncias ou servem de indício para um mandado de busca que pode ir buscar evidências in loco”, explicou Garcia.

Fonte: Convergência Digital

Criação de armas em impressoras 3D é barrada nos EUA

Na semana passada, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos autorizou a distribuição de arquivos com instruções para a criação de armas em impressoras 3D em casa, mas um juiz federal de Seattle, no estado de Washington, derrubou a decisão neste final de mês dia 31/07.

O juiz atendeu a um pedido feito por oito procuradores-gerais de oito estados norte-americanos contra a medida, que permitiria que qualquer pessoa baixasse e criasse armas de fogo em casa, sem nenhum tipo de regulamentação.

“Armas impressas em 3D são armas funcionais que em geral não são reconhecidas por detectores de metais, por serem feitas de outros materiais (como plástico), além de não ser possível rastreá-las, já que elas não contêm número de série,” diz um documento preparado pelo grupo de procuradores gerais e que foi entregue ao juiz federal. “Qualquer pessoa com acesso a arquivos CAD e uma impressora 3D pode produzir, ter ou vender essas armas,” continua.

A decisão do Departamento de Justiça beneficiou uma empresa chamada Defense Distributed, que criou instruções e arquivos CAD para a criação de armas domésticas. Cody Wilson, criador da arma chamada Liberator, é um dos defensores da medida. Ele ganhou autorização para publicar os arquivos na web a partir do dia primeiro de agosto de 2018, mas os documentos foram disponibilizados durante o fim de semana e baixado por milhares de pessoas.

Agora, com a decisão do juiz federal, o site com as instruções para a criação de armas em casa foi tirado do ar. No entanto, é possível que os arquivos baixados por outras pessoas sejam distribuídos ilegalmente.

Apesar da legislação dos Estados Unidos ser bastante aberta em relação ao porte de armas, a questão das armas feitas em impressoras 3D é bastante polêmica. O próprio presidente Donald Trump se mostrou contra a decisão – no Twitter, ele disse que a distribuição desses arquivos “não faz muito sentido”.

A proibição da distribuição dos arquivos ainda não é definitiva e voltará a ser discutida em um tribunal de Seattle no dia 10 de agosto.

Fonte: Olhar Digital