Eletropaulo vai derrubar toda ocupação clandestina de poste em São Paulo

A Eletropaulo tem como meta identificar e retirar todas as ocupações clandestinas de seus postes. Durante reunião do grupo de trabalho da Abranet, realizado, nesta terça-feira 26/6, em São Paulo, Leandro Aquino, gerente de clientes corporativo da Eletropaulo, compartilhou os planos da distribuidora de energia elétrica para reordenamento dos postes em sua área de concessão.

“A estratégia da Eletropaulo está definida e é compartilhada. O objetivo não é pegar de surpresa, mas construir um futuro”, disse. O cenário hoje é de desordem em campo, com insatisfação da sociedade e dos órgãos públicos. “Manter os ativos identificados com todos os cabos identificados é fundamental”, ressaltou, lembrando que todos os postes — e não mais a cada três deles — precisam estar com os cabos identificados. 

Entre os problemas encontrados no uso dos postes está a ocupação da infraestrutura não autorizada à revelia e também a clandestina. Aquino informou que a distribuidora está multando fortemente e conta com equipe em campo que, diariamente, analisa os cabos lançados à revelia para que multas sejam aplicadas.

“O clandestino não gera concorrência leal. Todos têm de ser contra. Temos de levar a dureza da lei, ele não pode ocupar o poste e a Eletropaulo não permitirá esta ocupação. Temos plano de três anos de fiscalizar todos os postes e derrubar todos os clandestinos. Clandestino acabará, é uma questão de tempo”, ressaltou. “Garanto que todos os clandestinos serão retirados da rede”, destacou, chamando as empresas de internet presentes a trabalhar em conjunto, apontando as ocupações ilegais.

A estratégia da distribuidora para combater a ocupação clandestina começa pelo mapeamento da localização dos datacenters para identificação da ramificação das linhas. Depois de mapear os datacenters, a empresa vai notificar as operadoras para identificarem os cabos e, passados 45 dias da notificação, vai derrubar os cabos não identificados.

A meta é, dentro de três anos, fiscalizar todos os postes. A distribuidora estima que 800 mil dos 1,2 milhão de postes que tem são ocupados. Aqueles que têm projetos aprovados com a Eletropaulo e cabos identificados não precisam se preocupar. Já a orientação para os clandestinos é buscar a regularização o mais rápido possível e antes que sejam notificados pela empresa. “Só regularizamos antes da notificação”, apontou Aquino. Somente nesta semana a empresa aplicou sete multas cujos valores somam R$ 500 mil.  

Citando a Resolução Normativa Aneel nº 797/2017, Aquino esclareceu que as distribuidoras podem cortar cabos por questões emergenciais e cortar cabos clandestinos, mas que não podem cortar ocupação desordenada que não configure clandestinidade. Neste último caso, é necessário buscar solução de conflitos junto à Câmara de Arbitragem.

A Eletropaulo está trabalhando também para que cada grupo econômico ocupe apenas um ponto de fixação. Outra questão levantada foi a segurança dos técnicos que trabalham na manutenção da rede e a necessidade de obedecer as normas técnicas para minimizar riscos. Aquino lembrou que faixa de ocupação precisa ser respeitada, uma vez que a proximidade dos cabos de telecomunicações aos da rede elétrica pode causar, entre outros problemas, fogo.

No início de junho, uma equipe instalava cabos de comunicação à revelia em postes da Eletropaulo na região de Tamboré quando um executante foi acidentado e faleceu no local. Com relação às obrigações Aquino deixou claro que cabe às empresas que têm cabos nos postes zelar pela infraestrutura e mantendo os padrões de normas técnicas. Como distribuidora, a Eletropaulo precisa repassar 60% da receita obtida com os pontos alugados para amortização tarifária. 

A Abranet discutiu o compartilhamento de postes por provedores de internet nas áreas de distribuição da concessionária Eletropaulo em reunião do grupo de trabalho (GT) sobre questões tributárias e regulatórias, realizada nesta terça 26/6, em São Paulo.

Fonte: Convergência Digital

Google vai manter cooperação com militares, mas promete não usar IA em armas

Sundar Pichai, o CEO global do
Google, anunciou nesta semana uma série de princípios que a empresa promete
seguir a partir de agora no desenvolvimento de soluções de inteligência
artificial, internamente e com parceiros. Entre elas, o Google se compromete a
não aplicar a tecnologia em armas, mas diz que vai continuar cooperando com
militares.
A divulgação desses princípios
acontece dias após ser descoberto que o Google não vai renovar seu contrato com
o Departamento de Defesa dos Estados Unidos. A empresa sofreu forte pressão de
funcionários para encerrar a parceria, já que uma das principais soluções de inteligência
artificial do Google, o Tensorflow, estava sendo usado em um projeto de
vigilância por drones do exército dos EUA.
O objetivo do chamado
“Project Maven” era usar a IA para identificar pontos de interesse
das forças armadas em filmagens obtidas por drones. O Google disse que a
tecnologia era “voltada para salvar vidas”, mas um grupo de centenas
de funcionários assinou um manifesto levantando “questões éticas” no
uso da tecnologia para fins militares.
O contrato do Google com o
Departamento de Defesa dos EUA se encerra em 2019 e não será renovado,
aparentemente como resposta à pressão dos funcionários. E nesta semana, Sundar
Pichai listou publicamente sete regras que o Google vai seguir no
desenvolvimento de IA a partir de agora.
“Nós acreditamos que IA
deve: 1) ser benéfica socialmente; 2) evitar criar ou reforçar preconceitos; 3)
ser feita e testada para a segurança; 4) ser sujeita ao controle de pessoas; 5)
incorporar princípios de privacidade; 6) manter altos padrões de excelência
científica; 7) ser disponibilizada para usos que estejam de acordo com estes
princípios”, escreveu Pichai.
No mesmo artigo, o CEO do Google
descreve as áreas em que a empresa não vai aplicar ferramentas de IA:
tecnologias que causam ou podem causar danos; armas ou tecnologias cujo
propósito principal seja o de ferir pessoas; vigilância em desacordo com normas
internacionais; e tecnologias cujo propósito contraria leis internacionais e
direitos humanos.
“Queremos
deixar claro que, embora nós não estejamos desenvolvendo inteligência
artificial para o uso em armas, nós vamos continuar nosso trabalho com governos
e com militares em outras áreas”, diz Pichai. “Isto inclui segurança
cibernética, treinamento, recrutamento militar, atendimento médico a veteranos
e operações de resgate.”
Fonte: Olhar Digital

Microsoft instala data center submarino

A Microsoft implementou um data center submarino — sim, no fundo do mar — localizado nas Ilhas Orkney, na Escócia. A instalação faz parte do Projeto Natick, iniciativa para identificar formas ambientalmente sustentáveis de executar novas unidades de gerenciamento de dados em larga escala.

Na primeira fase, que começou em 2014, a Microsoft construiu um pequeno data center submersível, que abrigava o equivalente a 300 desktops, e o afundou no oceano em fevereiro de 2016, para testar se a proposta realmente funcionaria no mar. A embarcação operou por quase quatro meses.

Já na segunda fase, que começa agora, a empresa instalou 864 servidores, em 12 racks, em um submersível vedado que tem aproximadamente o tamanho de um contêiner de remessa marítima padrão, com cerca de 12 metros de comprimento; projetado para funcionar por cinco anos sem exigir manutenção.

Segundo a Microsoft, os benefícios de afundar os seus servidores no oceano tem relação direta com eficiência energética e rápida transferência de dados. A empresa observa que cerca de metade da população mundial vive próxima da costa, de modo que a capacidade de abrigar servidores próximos a eles poderia permitir um acesso mais rápido aos serviços online.

O data center submarino pode ser alimentado por moinhos de vento localizados perto da água, para que a empresa nunca tenha que se preocupar com interrupções de alimentação ou custos de energia. A água no oceano também é perenemente fria e pode ajudar no resfriamento dos data centers sem incorrer em custos adicionais para o equilíbrio térmico.

Mas a jornada não acabou. O data center será monitorado nos próximos 12 meses. Pesquisadores da Microsoft ficarão de olho em fatores como consumo de energia, níveis internos de umidade e temperatura. A empresa espera que isso acabe aperfeiçoando esse sistema de implantação de data centers que são mais baratos de executar se considerarmos o longo prazo.

Fonte: Computer World

Cabo submarino Monet é ativado com capacidade de entregar 64Terabytes por segundo

O presidente do Google Brasil,
Fabio Coelho, anunciou nesta quinta-feira, 07/06, durante o Google for Brasil,
que o MONET, cabo submarino que conecta Boca Raton, na Flórida, à Fortaleza e
depois Praia Grande, no Brasil, já está em operação. Construído em parceria com
Algar Telecom, Angola Cables e Antel, o MONET tem 10.556 quilômetros de
extensão e seis pares de fibra óptica, capazes de entregar até 64 terabytes de
dados por segundo.
Até o fim do ano, o MONET será
acompanhado pela ativação de outros dois cabos: o TANNAT e o JÚNIOR. Com 2.000
quilômetros de extensão, o TANNAT é um complemento do MONET, ligando Praia
Grande à cidade de Maldonado, no Uruguai. O cabo é resultado de uma parceria
com a uruguaia Antel e, com uma capacidade estimada em 90 terabytes por
segundo, ajudará a melhorar a infraestrutura de internet na América Latina,
principalmente, para os usuários do Cone Sul.
Com 390 quilômetros de extensão,
a missão do JÚNIOR é conectar Praia Grande ao Rio de Janeiro e, por meio de uma
interligação com o MONET, garantir um melhor fluxo de dados entre dois dos
Estados mais populosos do Brasil. O JÚNIOR conta com oito pares de fibra óptica
e, ao contrário dos seus outros dois “irmãos”, será exclusivamente operado pelo
Google.
Além disso, o JÚNIOR conta com
tecnologia nacional em seu “coração”. Os repetidores, responsáveis por reforçar
o sinal dos dados durante o percurso do cabo, foram desenvolvidos pela PadTec,
de Campinas. “Estes três cabos vão ajudar a suprir essa demanda ao ampliar a
infraestrutura digital da região, tornando a transmissão de dados mais
eficiente, veloz e segura”, completou Fabio Coelho.

Fonte: Convergência Digital